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A pandemia, os surdos e uso de máscaras

Encontrei uma matéria super legal sobre o uso das máscaras e as dificuldades que nós surdos encontramos. Gostei muito, pois é um assunto que já falei no Instagram e ainda sofro. Espero que gostem:

Mariana Gonzalez

De Universa, em São Paulo

Sei que sou surda desde os 10 anos, quando recebi o diagnóstico, mas foi durante a pandemia do coronavírus que entendi o que realmente significa essa perda auditiva — moderada de um lado, severa do outro. Explico: não entendo todos os sons com clareza e sempre dependi da leitura labial para me comunicar. Como nos últimos meses as bocas estão sempre cobertas por máscaras, a comunicação ficou comprometida.

Se até o início deste ano eu pensava que a deficiência fazia apenas com que eu ouvisse um ou dois tons mais baixo, agora percebi que mal consigo distinguir uma palavra da outra só pelo som. Sem poder ler os lábios, fui desenvolvendo outras técnicas para me comunicar. Tive que reaprender a ser surda 13 anos depois do diagnóstico.

Nos primeiros sete meses de pandemia, só saí de casa para ir ao mercado. Acabei decorando a ordem das perguntas no caixa: “Precisa de sacola?”, “CPF na nota?” e “débito ou crédito?”. Já aconteceu de responder “débito” para a pergunta da sacola, mas tudo bem. No Uber, é mais complicado: além de sentar atrás do motorista e não conseguir fazer leitura labial nem pelo retrovisor, já que ele está de máscara, entram em cena todos os barulhos do trânsito de São Paulo. Tem que pedir para repetir, repetir de novo, até entender. Em um café ou restaurante, a mesma coisa, principalmente quando outras pessoas estão conversando no local.

Esse é um problema que eu compartilho com 466 milhões de pessoas que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), têm perda auditiva.

Paula Pfeifer, autora do livro “Crônicas da Surdez” e criadora do projeto Surdos Que Ouvem, me contou que são incontáveis os relatos de perrengues que ela ouviu desde março de outras pessoas surdas como nós — alguns bem mais sérios do que não conseguir pedir um café. “E profissionais de saúde que se viram sem entender os pacientes, professores sem entender seus alunos, e por aí vai”, diz. “Além disso, tem um desconforto físico: quem usa aparelho e óculos, agora precisa que a orelha sustente a máscara. É muito, muito ruim”, diz Paula Pfeifer, autora do livro “Crônicas da Surdez” De fato: o elástico da máscara engancha com frequência no aparelho auditivo e chega a incomodar a orelha.

Alternativas são mais caras


Imagem: Pryscilla K./UOL

Há dois meses, publicamos aqui em Universa uma entrevista com a diretora Benedita Casé Zerbini, que também é surda. Ela me falou sobre o misto de vergonha e preguiça de pedir para alguém repetir o que disse — o que eu também sinto, especialmente a parte da preguiça. Mas falou, também, sobre a importância de explicar para as pessoas próximas como elas podem facilitar essa comunicação; no meu caso, falar da forma mais clara possível e sempre de frente para mim, além de repetir se for necessário. Uma alternativa à qual Benedita e outras pessoas surdas estão recorrendo durante a pandemia é a máscara transparente — parecida com a comum, mas feita com material que permite que a pessoa surda faça a leitura labial.

Essa, aliás, é a recomendação das autoridades. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo reconheceu que “a expressão facial é parte da comunicação” e confirmou que as máscaras com visor podem ser usadas em todas as situações em que o uso de máscaras é indicado. O Ministério da Saúde, por sua vez, confirmou que a “máscara inclusiva” é uma alternativa para os surdos durante a pandemia.

Em uma busca rápida na internet, no entanto, é notável que a versão transparente tem preço mais alto: enquanto o preço da versão comum, de tecido, gira em torno de R$ 10, a máscara transparente mais barata que encontrei custava R$ 30. As poucas opções disponíveis por menos que isso são importadas de fora do Brasil e demoram alguns meses para chegar. Uma solução foi proposta pela Secretaria Municipal de Saúde, por e-mail: “A máscara pode ser confeccionada pelo próprio usuário, podendo ser de pano ou de outro material, conforme as orientações da Anvisa”.

Eu ainda não testei, mas Paula Pfeifer me contou que essas máscaras transparentes nem sempre funcionam: “Recebi inúmeras de presente durante a pandemia mas não me adaptei a nenhuma. Elas embaçam, esquentam, e eu não consigo respirar direito com aquele plástico. Mas são a única solução até agora”. Se antes do vírus e das máscaras, quem tem perda auditiva tinha que se adaptar evitando um bar com luz baixa e música alta, por exemplo, agora os desafios são maiores. E, entre a vontade de socializar (com segurança, claro) e o trabalho de pedir para o interlocutor repetir ou falar mais alto, muitas vezes opto por não interagir, e acredito que outros surdos façam o mesmo, pelo menos enquanto.

Matéria repostada na íntegra do Universa UOL.

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Pessoas com deficiência e a discriminação no Mercado de Trabalho

Ontem (13) foi comemorado o Dia Nacional do Cego, mas será que há motivos para celebrar? O preconceito é sentido pela pessoa com deficiência, principalmente no mercado de trabalho. Apesar dos esforços atuais realizados por diversas empresas, ainda há um longo caminho para se adequar e se educar para a total inclusão do PcD. Segundo dados obtidos pelo Oldiversity, estudo realizado pelo Grupo Croma, 71% dos PcDs entrevistados acreditam que as empresas têm preconceito em contratar pessoas com deficiência e 32% já sofreram preconceito por apresentar alguma deficiência. 

A inclusão da Pessoa com Deficiência no mercado de trabalho – Direito Diário
Foto: Reprodução

Em época de Natal, o mercado varejista nacional não está pronto para atender pessoas com deficiência. Sentem falta de estrutura nas lojas, além de produtos e serviços voltados à pessoa com deficiência. Há um gap no mercado, uma grande oportunidade que não está sendo considerada pelas marcas, ou seja, estão deixando definitivamente de olhar com atenção para necessidades reais para este público. 

A pesquisa ainda mostra que 63% dos entrevistados com deficiência acreditam que as marcas deveriam investir em lojas planejadas para PcDs, mesmo percentual afirma que as marcas deveriam investir em lançamento de produtos e serviços para PcDs. Lojas e comércios sem rampas de acesso e banheiros adaptados para PcDS, chão sem sinalização e piso tátil para cegos, elevadores com mais espaço para cadeirantes, falta de audiodescrição são algumas das milhares de reclamações emitidas diariamente em sites como o Reclame Aqui.  

No que se refere a propagandas, 54% dizem que as marcas deveriam investir em propagandas feitas para PcDs e 40% acreditam que as marcas estão se adequando para atender as PcDs. 

Para Tuca Munhoz, ativista pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência e consultor especializado em acessibilidade, o que mais chama a atenção na pesquisa foi o percentual mais baixo de todos, onde 32% de pessoas com deficiência relatam terem sofrido algum preconceito em razão da deficiência. “Por que as barreiras que impedem o acesso e a acessibilidade das pessoas com deficiência não são vistas como preconceito e discriminação? São vistas, na verdade, como um problema estritamente técnico. A falta de uma rampa seria um problema técnico ou resultado político e histórico de como e para quem são construídas as cidades?  Se nos apresenta esse grande desafio, que é a tomada de consciência de todas as pessoas com deficiência, de qualquer deficiência, de que o seu não acesso ao mercado de trabalho, ao consumo, aos transportes, etc. é discriminação, é preconceito sim”!, finaliza o consultor. 

Ranking das marcas – PcDs

Para as PcDs, os segmentos de cosméticos, moda, entretenimento e bancos são os mais associados a diversidade. 52% afirmam que os segmentos de cosméticos, beleza e higiene pessoal são os mais associados à diversidade pelas PcDs, seguidos de confecção e moda (25%), entretenimento e rede sociais (20%), alimentos e bebidas (19%) e bancos, financeiras e seguradoras com (14%). 

Natura foi a mais associada a diversidade pelas PcDs com 30%, O Boticário foi a segunda marca mais associada com 25%, C&A com 12% e Avon (10%). 

O Grupo Croma ouviu 2032 entrevistas realizadas entre 23 e 31 de julho de 2020, cotas desproporcionais por idade e cotas específicas, considerando gênero, raça, orientação sexual e PcDs, população Brasil, 16 anos ou mais, classes ABC, com cotas por região geográfica. Margem de erro de 2 p.p. para a amostra total, considerando nível de confiança a 95%. Os resultados foram ponderados para representar a população brasileira das classes ABC.

Release: FB Assessoria

Leia também: Mercado Varejista e as Pessoas com Deficiência

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Malbec Flame

Você é atraente para os outros quando se sente confiante. Acenda seu poder de atração com o novo lançamento da Malbec, de o Boticário. Conheçam o Malbec Flame, que eu acabei de receber:

Após uma ida à China em busca da Evodia, um fruto aromático cheio de frescor, para a criação de Zaad Go, e uma passada no Caribe para trazer a Butterfly Flower, flor conhecida por ser símbolo de romantismo e ousadia, o mais recente destino de aventuras do Boticário foi a Itália, mais precisamente, a Sicília. Para o lançamento de Malbec Flame, a marca decidiu investir em algo inusitado para o segredinho da nova fragrância: as Uvas Nerello.

Flame traz as uvas que nascem nas encostas do vulcão Etna, situado na parte oriental da Sicília. O Etna se mantém ativo e é um dos mais altos vulcões do mundo. As uvas Nerello são cultivadas no solo negro rochoso e de areia basáltica da região. Toda essa bagagem – o calor, a robustez, a alquimia dos povos que formaram a cultura siciliana – está traduzida na nova versão de Malbec. Um perfume intenso e marcante, assinado pelos perfumistas Isaas Sinclair e Fanny Gray, da casa de fragrância Symrise, a nova linha traz quatro itens: desodorante colônia, body spray, refil dosodorante body spray e loção desodorante hidratante corporal. Todos os itens são veganos.

Malbec Flame consolida o posicionamento da marca em tornar o homem mais atraente, nesse caso, pela sua força e autoconfiança. Traz a família olfativa Amadeirada Chypre, que combina o Patchouli e a intensidade do Vetiver, que ressalta a força do lado amadeirado da fragrância. O destaque fica por conta das notas potentes composto pelas uvas Nerello. O resultado é uma fragrância impactante e sofisticada.

Segredinho de Malbec Flame

Malbec Flame acredita que a verdadeira força está na autoconfiança. Por isso, combinou o patchouli e a intensidade amadeirada e terrosa do vetiver, com o blend feito com as uvas Nerello, cultivadas aos pés do vulcão italiano Etna.

E olha só que legal: Toda a linha de Malbec Flame é vegana e não testada em animais.

Release: Fato Mais – Relações Públicas de O Boticário em Goiás

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Livro: Mano Down

Uma história de amor entre dois irmãos especiais. De um lado, o Eduardo, carinhosamente chamado de Du, um jovem de 21 anos com Síndrome de Down, e do outro, Leonardo, um jovem também especial pela sensibilidade e pela capacidade de amar de uma forma incondicional.

Os tópicos da obra Mano Down: relatos de um irmão apaixonado, descrevem as etapas da vida do Du, seu relacionamento com os pais, irmãos, familiares, professores e amigos. Além disso, à medida que o autor menciona as experiências vividas e as dificuldades encontradas pela família e por ele próprio, esclarece ao leitor alguns dados e informações a respeito da Síndrome de Down e mostra que ter na família alguém assim é uma experiência que nos dá uma melhor compreensão do mundo.

‘Há algum tempo pensava em escrever contando a nossa história. Adiei algumas vezes, porém chega um momento em que os pensamentos parecem querer saltar, as ideias ficam pequenas apenas na lembrança e é preciso tomar forma em texto para que todos conheçam a paixão que nos une”, declara o escritor Leonardo Gontijo.

Cada história é única, com suas dificuldades, emoções, encantos e caminhos. A intenção é tão somente partilhar experiências, colocar para fora tudo o que o autor sente e, antes de mais nada, mostrar seu amor ao Du, seu irmão.

“Ele me fez viver momentos mágicos e conquistou afeto num mundo onde os sentimentos positivos são gratuitos para os seres normais, mas difíceis de brotar quando se é imperfeito. Quanto ensinamento!”, enfatiza o autor.

A obra, lançada pela Literare Books International, não fala apenas da síndrome, fala de paixão e cumplicidade, assim como divulga a alegria e a riqueza que é conviver com um uma pessoa com Down.

Sobre o autor
Leonardo Gontijo – Pai de Eduarda e Laura. Formado em Engenharia Civil e Direito, Pós-Graduado em Gestão Ambiental, Engenharia de Segurança do Trabalho. Responsabilidade Social e Gestão de Projetos. Mestre em Administração. Professor do Centro Universitário Una, Faculdade Milton Campos e Fundação Cabral. Coach. Palestrante. Idealizador e Diretor do Instituto Mano Down. Tem como seu maior título ser irmão do Dudu do Cavaco. Sonha com uma sociedade mais justa, humana e inclusiva.


Serviço:
Mano Down: relatos de um irmão apaixonado
Editora: Literare Books International – 1ª edição – 200 páginas
ISBN: 978-6586939392
Amazon: https://bit.ly/livro-mano-down
Loja Literare Books: http://bit.ly/loja-literare-mano-down

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Busca por “diversidade” cresce 200% na Web

Getty Images divulga estudo inédito sobre representação de etnia e diversidade na publicidade

Quase 80% das pessoas pelo mundo afirmam que não é suficiente ver pessoas de várias etnias, origens e aparências na publicidade, mas esperam que as empresas façam um trabalho melhor em capturar o verdadeiro estilo de vida e cultura das pessoas. Isso de acordo com uma nova pesquisa da Getty Images, a líder mundial e comunicação visual e pioneira no campo de metodologia para tendências visuais. As descobertas foram reveladas na segunda onda da pesquisa para a plataforma de insights criativos Visual GPS da Getty Images, concluída em parceria com a empresa global de pesquisa de mercado YouGov

A Atualização do Visual GPS também revelou que as pessoas (seis a cada dez) preferem comprar de marcas que são fundadas ou representadas por pessoas como elas. Esses resultados se mantêm constantes entre gerações e gênero, com algumas modestas diferenças entre as regiões globais.   

“O primeiro estudo do Visual GPS conduzido antes da pandemia do COVID-19 nos mostrou o quanto a representatividade é importante para as pessoas e continuamos rastreando isso nos últimos quatro meses”, diz a Dra Rebecca Swift, diretora global de insights criativos da Getty Images. “A Atualização mostra que em meio a pandemia do COVID-19 e apesar das grandes mudanças na vida das pessoas, a demanda por mais diversidade nas comunicações visuais apenas aumentou”. 

A empresa reporta descobertas similares em seus dados globais de termos de pesquisa de clientes, com as pesquisas aumentando ano após ano para “diversidade” (mais de 133%), “cultura” (115%), “pessoas reais” (115%) e “inclusão” (126%). No Brasil, a pesquisa pelo termo “inclusão” cresceu 366% e “pessoas reais”, 700%, no iStock. Além disso, de Maio a Junho, as pesquisas de clientes no site da Getty Images por imagens diversas cresceu 200% e as buscas por imagens de união e igualdade aumentaram 500%, tendências que a empresa acredita terem sido intensificadas como resultado dos protestos contra o racismo durante Junho. 

“Nossos dados e pesquisa nos dizem que há um claro apetite para contar, ouvir e ver histórias inclusivas, mas marcas e empresas precisam ir além da inclusão simbólica para intencionalmente criar publicidade e comunicações comerciais que realmente capturem o autêntico estilo de vida e cultura das pessoas”, diz a Dra Swift. 

Essas descobertas do Visual GPS em torno da representação vieram de um corpo de pesquisa quantitativa maior em andamento que trata de questões globais, por segmento da indústria, relacionadas ao uso de conteúdo visual. Essa atualização é o esforço mais recente da Getty Images para abordar a sub-representação e a distorção de diferentes grupos nas comunicações visuais. A empresa passou mais de uma década trabalhando para quebrar estereótipos e criar conteúdo mais autêntico, o que fez por meio de coleções de imagens comerciais, incluindo Muslimgirl.comNosotrosThe Disability Collection e o Projeto ShowUs.

Fundamentado em 25 anos de pesquisa da Getty Images em representação visual, o Visual GPS explora como consumidores são influenciados por quatro “Forças” principais – Tecnologia, Sustentabilidade, Autenticidade e Bem-Estar – e o que isso significa em termos de tomada de decisão. Os novos insights são resultado da segunda pesquisa global da Getty Images em parceria com a YouGov, que entrevistou 5.000 consumidores de 26 países e em 13 idiomas. 


Descobertas sobre Preconceito e Discriminação

A Atualização do Visual GPS descobriu que a maioria das pessoas enfrenta preconceito, com seis em cada dez (62%) sentindo que foram discriminados. Notavelmente, esse sentimento particular é mais comum entre a Geração Z em relação às outras gerações, entre as mulheres em relação aos homens e por consumidores nas Américas, em relação à Europa e APAC.

Os entrevistados da América do Norte, em relação à Europa e APAC, disseram que experienciaram discriminação com base na sua cor de pele (57%) e mais do que em qualquer outra região, a discriminação é vista como suposições de outros sobre suas origens (53%). Na Europa, aqueles que se sentem discriminados por conta da etnia têm maior probabilidade de dizer que isso se deve a suposições feitas sobre sua nacionalidade ou país de origem (56%).

Das pessoas que sentem que foram discriminadas, apenas 14% dizem que estão bem representadas na publicidade, e as comunicações comerciais são apenas ligeiramente melhores, com 15%.

“Há um espaço claro para melhorias quando se fala de representação, como evidenciado pelas descobertas do Visual GPS, o que também sugere oportunidades significativas”, diz a Dra Swift. 

“Reconhecemos nosso desafio e oportunidade em apoiar nossa base global de clientes nas escolhas de conteúdo que refletem a preferência do consumidor. Essa pesquisa formará a base para uma série de ferramentas que ajudarão marcas e empresas nessa jornada”.

Para acompanhar os novos resultados da pesquisa, a Getty Images lançou um Guia de Pesquisa Visual Inclusiva. Desenvolvido através das descobertas do Visual GPS, a ferramenta foi projetada para ajudar marcas e empresas a fazerem escolhas intencionais de conteúdo que conduzam a representação autêntica e inclusiva em comunicações visuais.

Para mais informações sobre os insights criativos do Visual GPS visite: www.visualGPS.com

Sobre o Visual GPS

O Visual GPS é uma solução pioneira para ajudar os clientes da Getty Images a navegar em sua estratégia visual. A Getty Images fez parceria com a YouGov, uma empresa de pesquisa de mercado global, pesquisando mais de 10 mil consumidores e profissionais em 13 idiomas em 26 países, além de aproveitar os insights e dados de pesquisa da Getty Images, que passam de mais de um bilhão de pesquisas por ano. A pesquisa de referência detalha as principais descobertas relacionadas à tomada de decisão do consumidor, ajudando as marcas a navegar pelo lotado cenário visual e selecionar os visuais que ressoam melhor com seu público-alvo. Novos insights serão revelados ao longo de 2020 e além, através de relatórios, artigos, vídeos, conteúdo social e oportunidades personalizadas.

O GPS visual é fundamentado em 25 anos de pesquisa da Getty Images sobre representação visual e representa a orientação contínua que só a Getty Images, como líder em comunicaçãos visual, pode oferecer, ajudando as marcas a levar a narrativa visual para o próximo nível. Para mais informações, visite www.VisualGPS.com.


Sobre a Getty Images

Getty Images é uma das fontes de conteúdo visual mais confiáveis e estimadas do mundo, com mais de 375 milhões de itens, incluindo fotosvídeos, e música, disponíveis através dos sites www.gettyimages.com e www.istock.com, líderes no mercado. O website da Getty Images atende a clientes criativos, empresariais e de mídia em quase todos os países do mundo e é o primeiro lugar a descobrir, comprar e compartilhar conteúdo visual poderoso dos melhores fotógrafos e cinegrafistas do planeta. A Getty Images trabalha com mais de 310 mil colaboradores e centenas de parceiros de imagem para oferecer uma grande cobertura de mais de 160 mil eventos noticiosos, esportivos e de entretenimento anualmente, com imagens criativas e de impacto para comunicar quaisquer conceito comercial, além de possuir o maior arquivo de fotografia histórica do mundo.


Visite a Getty Images em www.gettyimages.com para saber mais sobre como a empresa está avançando no papel único de providenciar imagens convencionais e em movimento para comunicação e negócios, permitindo que ideias criativas se tornem realidade. Para empresas de notícias e anúncios, visite nossa Redação, e para as histórias e inspirações atrás de nosso conteúdo, visite gettyimages.creativeinsights.com.  

Release: Sherlock Comunicação

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Como encontrar propósitos em meio à crise?

O mercado de trabalho sofreu um grande impacto com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Para se ter uma ideia, estima-se que o número de horas de trabalho perdidas no segundo semestre de 2020 seja equivalente a 400 milhões de empregos em período integral.

Os dados do relatório da Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas são mesmo impactantes. Sobretudo para os milhares de profissionais que perderam sua principal fonte de renda de uma hora para outra.

Apesar de dificuldades, após o impacto da notícia negativa, o que se viu por aí foi muita gente enfrentando a situação – algumas vezes, usando a criatividade a seu favor. Teve quem abriu um novo negócio, aprendeu uma habilidade diferente e, até mesmo, migrou para outra área de atuação. Para todas essas pessoas, a palavra de ordem, portanto, foi “reinventar-se”.

Mas como isso é possível, afinal? De acordo com Flora Victoria, por meio da criação de propósitos de vida. “Procurar maneiras de fazer a diferença de uma forma diferente é uma resposta humana natural quando enfrentamos adversidades. Eventos imprevisíveis como o que estamos vivendo podem realmente inspirar as pessoas a mudar e crescer, colocando-as no caminho do propósito”, explica a mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

Você tem um senso de propósito?

Segundo a especialista, nós não precisamos nos preocupar em encontrar um único propósito. “É possível ter propósitos em diferentes áreas da vida. Basta cultivá-los, por meio de ação e reflexão. Como a felicidade, o propósito não é um fim, mas uma jornada e uma prática. Isso significa que é possível você pensar que tipo de pessoa e profissional deseja ser nesse momento. No entanto, claro, é necessário agir para chegar até lá”, pontua Flora, que ainda lista 5 maneiras de descobrir um propósito:

  • Seja curioso

Tudo começa com a leitura. O hábito de ler nos conecta a pessoas, ideias e informações que não conhecíamos. Então, passe a apreciar desde livros até reportagens de revistas especializadas e sites de notícias. Encontrar conteúdos que são importantes para você pode ajudá-lo a ver o que importa em sua própria vida.

Mas descobrir um propósito não é apenas uma busca intelectual. Você também precisa sentir e estar atento ao que acontece no seu bairro, na sua cidade, no seu país e no mundo. Às vezes, a necessidade de outra pessoa pode nos levar a chegar a um propósito. Isso fica evidente quando você vê alguém que passou a oferecer um produto ou serviço que fazia falta em determinada região. Sabe o que eles fizeram? Observaram uma necessidade e partiram para a ação.

  • Crie laços de parceria

Muitas vezes, também podemos encontrar um plano de vida nas pessoas ao nosso redor. É possível criar em um projeto comum em família, como montar um novo negócio, por exemplo.

Dê uma olhada nas pessoas que lhe cercam. O que você tem em comum com elas? O que eles estão tentando ser? Que impacto você observa que elas têm no mundo? Esse impacto é positivo? Se as respostas para essas perguntas não o inspirarem, talvez seja necessário criar mais conexões – e, com isso, um novo propósito pode chegar.

  • Cultive emoções como admiração, gratidão e altruísmo

A admiração, por si só, não lhe dará um propósito na vida. Porém, ela ajuda a você se sentir motivado. Quando vemos como os outros tornam o mundo um lugar melhor, ficamos mais animados a retribuir com algo. É aí que a gratidão e o altruísmo entram em jogo. Curiosamente, essas emoções parecem trabalhar juntas para gerar significado, pois estão neurologicamente ligadas, ativando os mesmos circuitos de recompensa no cérebro.

Em um experimento, pesquisadores designaram aleatoriamente alguns participantes para escrever cartas de gratidão. Mais tarde, essas pessoas relataram um senso de propósito maior.

4)   Ouça o que as outras pessoas apreciam em você

Agradecer pode ajudá-lo a encontrar seu propósito. Mas isso também ocorre ao ouvir o que as pessoas dizem sobre você. Muitos artistas, escritores e músicos contam como a apreciação de outras pessoas alimenta o trabalho e produz energia para criar.

Como você poderia ajudar a vida de outras pessoas?  O que você faz de especial? Quais são os elogios mais recorrentes que você recebe? Para trilhar esse caminho, pense quais habilidades você domina e gostaria de aperfeiçoar. Quem só cozinhou por hobby até agora pode começar uma carreira na gastronomia. E o melhor: trabalhando com algo que dá prazer!

5)   Relembre sua história

O propósito geralmente surge da curiosidade sobre sua própria vida. Quais obstáculos você encontrou? Quais pontos fortes ajudaram você a superá-los? De que forma suas competências permitiram melhorar a vida dos outros?

Ao fazer uma narrativa de sua própria vida, você entende melhor as suas experiências. Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies descobriu: aqueles que veem significado e propósito na vida são capazes de contar uma história de mudança e crescimento no qual conseguiram superar os obstáculos que encontraram.  Em outras palavras, criar uma narrativa ajuda a ver suas forças e como a aplicação delas pode fazer a diferença, o que aumenta o senso de autoeficácia.

Finalmente, é hora de partir para a ação!

Flora Victoria, que também é Embaixadora da Felicidade no Brasil pela World Happiness Summit, explica como colocar esse aprendizado em prática. “Primeiro, pense em cada um dos pontos mencionados. Depois, anote quais propósitos surgiram a partir das reflexões propostas. Por fim, escolha um deles por vez e trace um plano de ação com metas realizáveis. É importante detalhar a data de início e a previsão de término de cada uma delas”, finaliza.

Aprofunde-se ainda mais nesse assunto

Para contribuir com o aprendizado das pessoas nesse momento de dificuldades, Flora Victoria decidiu presenteá-las com o seu mais novo livro: “O Tempo da Felicidade”.

Lançado em março pela HarperCollins, uma das maiores editoras do mundo, a obra é um sabático para repensar a vida, priorizar os seus objetivos e se renovar.

Quem estiver interessado em temas como felicidade, bem-estar e florescimento, pode receber o livro gratuitamente em casa pagando apenas a taxa de envio.

Basta acessar a página e reservar o exemplar enquanto durarem os estoques. Se preferir, aponte a câmera do seu celular para escanear o QR Code abaixo:

Informações para imprensa
Engaje! Comunicação Inteligente

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#ImaginariumLovers


(inglês fan)
substantivo de dois gêneros

1. [Informal]  Indivíduo que admira entusiasticamente uma figura pública, geralmente do mundo do .espetáculo. = ADMIRADOR

2. [Informal]  Pessoa que nutre grande admiração por alguém ou alguma coisa.

Que eu amo quando a criatividade é aliada com a qualidade e inovação, vocês já sabem, pois estou sempre compartilhando experiências com vocês, principalmente quando faz parte do mundo inclusivo. Para mim, é impossível não falar de criatividade, e não lembrar da Imaginarium, que é uma loja que todos amam, e traz sempre para nós produtos para presentear a quem amamos e a nós mesmos.

E falando em presentear a si mesmo, venho trazer a linda história do Rodrigo Pimenta, um super fã da marca. Vamos conhecê-lo?

Sou Rodrigo, um mineiro nato.
Porém não tive uma infância como são retratadas em livros sobre os meninos do interior.

Apesar de ser fruto de uma família abastada, mas também trabalhadora, nunca fui de frequentar as ruas para brincar de peão, bola de gude, pega pega ou brincadeiras nesse sentido, fui criado de forma rústica em uma fazenda, onde o meu contato era limitado aos animais. Logo que entrei pra escola, saia de casa cedo para a cidade próxima e retornava a fazenda ao final das aulas. Minha infância sempre foi em casa sobre livros e cadernos, como meu avô paterno vivia comigo, ele preenchia os vazios sufocantes que sentia e a brincadeira se resumia a correr atrás das galinhas, fugir do gado, andar a cavalo e contar estrelas nas noites de céu estrelado deitado na grama.

Conhecendo a imaginarium

Quando entrei na pré-adolescência, os estudos começavam a exigir mais de mim. De modo que eu ficava intrigado como as demais crianças tinham tanto tempo para brincar, mas eu era aprisionado a minha própria casa.
Afinal mamãe sempre dizia que eu tinha que brincar dentro de casa, e às vezes no máximo no quintal atrás da casa, mas jamais na rua ou com aquelas crianças que muitas vezes, sabia só o nome por conta da escola.

Meu primeiro encanto de Rodrigo com a marca Imaginarium, se deu mais ou menos nessa época, e ele continua:

Eu ainda me lembro que estávamos próximos ao Dia das Crianças.
Meus pais tinham planejado levar minha irmã e eu para um passeio no shopping de Uberlândia para que escolhêssemos nosso presente naquele ano. O que era uma coisa rara, pois meu pai apesar de nos amar, sempre foi muito bruto, rústico e sistemático.

Minha irmã logo encontrou uma linda boneca em uma loja de brinquedos e se derreteu de amores. Só que no meu caso, nada naquela loja me agradava, de modo que continuamos com o passeio pelo shopping e logo me deparei com uma loja toda preta com produtos fascinantes chamada Iimaginarium, a qual foi amor a primeira vista. É, realmente estamos falando de amor! Não imaginava um dia eu amar assim, aquele momento parecia que estava vivendo um sonho e eu queria viver nele eternamente sem jamais acordar, pois não conseguiria encarar a realidade da vida sem trazer aquele universo fantástico pro meu mundo, pro meu dia a dia.

Eram tantos produtos legais e divertidos que eu nunca havia imaginado que poderiam existir. E foi quando vi uma luminária azul que havia um líquido e soltava umas bolhas. Era linda!
Depois de algum tempo descobri que se chamava luminária Lava. Era aquele o presente que eu queria, nunca havia visto algo tão fascinante.
Mas, minha alegria durou pouco, pois por mais encantado que eu estivesse com a luminária, meu pai se recusou me dar e me deu um outro presente, um brinquedo qualquer num intuito de repressão.
Recordo-me que era a moda dos skates de dedos, tamagoshi, os vídeos games para computador. A turma já não ia tanto para a rua e as brincadeiras se fixavam na casa de alguém que tinha um pc de ultima geração para jogar ou fazer uma disputa esperta pela manobra mais eletrizante com os dedos sobre o skate. Todo esse cenário, para mim não tinha nenhum valor, como aquela luminária que nunca saiu da minha cabeça. E todas as vezes que eu passava na porta da Imaginarium, meus olhos se enchiam de esperança, os produtos me encantavam e a “bendita” luminária ainda chamava minha atenção. Que vontade ter todas aquelas lindezas!

Só que tudo nesse universo Imaginarium sempre foi além do que eu podia pagar e além de meus pais não me darem, meu pai me agredia muito a cada vez que eu desejava um produto da loja. Um dia, eu sozinho na vitrine da loja, olhei novamente em direção aquela luminária lava azul, e naquele momento prometi a mim mesmo que eu iria crescer e que um dia eu não passaria mais vontade e teria tudo que eu nunca pude ter daquela loja.

O começo de um Sonho

O tempo foi passando, e Rodrigo ganhava dos avós nos aniversários e natais algum dinheiro, e ele decidiu guardar até que fosse suficiente para comprar algo da Imaginarium.

E eu entrei naquela loja que parecia um parque de diversões na minha cabeça, mas, por mais que eu houvesse juntado todo o dinheiro possível, ainda não era muito e os produtos da loja ainda bem caros para o valor que eu tinha guardado até então.

Mas foi suficiente para comprar meu primeiro produto: um cofre de madeira vermelho chamado, “Em caso de emergência quebre o vidro”. Era um cofre muito bonito tipo uma caixinha, com um vidro transparente na frente. Levei essa belezura pra casa e decidi que nele colocaria apenas moedas de R$1,00. E foi graças a esse cofre que eu hoje tenho o orgulho de dizer que eu construí no meu quarto, o meu império Imaginarium e superei essa dor da infância. Esse cofre impulsionou os maiores sonhos.

A partir desse dia, eu quis fazer parte de tudo que a Imaginarium lançava, de modo que a Imaginarium se tornou parte da minha vida. E hoje eu tenho no meu quarto, meu próprio império pra me fazer bem, pra me entreter, pra me tirar um pouco dessa realidade cruel. E posso afirmar que o sentido da minha vida é manter esse império que aos olhos de muitos são produtos fúteis, mas aos meus olhos, cada produto é um pequeno tesouro que compõe meu império, o qual meu maior medo é um dia não conseguir manter, afinal de contas, tê-lo exige um padrão de vida elevado e além disso, poucas pessoas me incentivam ou acreditam nesse meu legado. Acaba sendo muito difícil ser compreendido, mas cada lançamento é uma esperança que nasce, uma sementinha que brota em mim como um estimulo pra eu seguir em frente!

Falar de Imaginarium pra mim, não é falar de uma loja, de um comércio como os outros, é falar de uma verdadeira fábrica de sonhos que trouxe e traz sentido pra minha realidade, onde porta retratos ganharam cores, almofadas ganharam formas, canecas ganharam diversão, cofres ganharam inúmeras funções, mochilas e bolsas ganharam originalidade e passaram alem de ditar moda, imprimir personalidade, luminárias mexem com o lúdico, cada produto tem além da sua funcionalidade outro lado, um lado fun! Que poucas pessoas se dispõem a conhecer. E que sou apaixonado.

Além da imensa variedade de produtos que tenho, verdadeiras relíquias, guardo com carinho inúmeros catálogos, tags, adesivos, sacolas, que tento colecionar, o que é muito difícil devido ao fato de não haver franquia Imaginarium na minha cidade, e eu acabo na maioria das vezes ficando sem consegui-los, pois sou cliente da loja virtual, e ela não oferece os catálogos físicos, que eu passo o ano todo imaginando como serão os próximos!

Parafraseando Picasso: “Tudo que se pode imaginar é real” e foi isso que a Imaginarium fez, transformou minha vida, deu sentido, esperança e muitas alegrias!

Veja também: Conheça a coleção Friends para a Imaginarium.

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Velhos hábito – Luís A. Delgado

De vez em quando alguém manda a gente sair do automático. E aí é normal achar que mudar um hábito ou outro, que dar uma relaxada ou sair de uma atividade específica vai resolver tudo. Relaxamento sempre é bem-vindo, no entanto a questão é mais profunda do que a gente desconfia. Pode parecer até uma bobeira, nada muito sério; afinal, quem não tem hábitos?

Hábitos – Imagem: Reprodução

O que acontece é que por trás de toda essa vida automática pode estar a nossa fuga. Não apenas a fuga dos nossos problemas, porém também do nosso poder de nos desapegarmos deles. Isso mesmo, por pior que possa parecer, muitas vezes estamos agarrados ao sofrimento e achamos essa condição aceitável. Portanto, é preciso entender esses mecanismos da mente, como ela age e a nossa própria confusão quanto ao seu papel na nossa vida.

Os hábitos que não questionamos

            Somos todos cheios de hábitos. E você se assustaria se um dia pudesse ter em mãos a relação de todos eles e talvez a pouca, ou nenhuma, praticidade de ainda possuir vários com a vida que você leva hoje em dia. Isso porque temos muitos afazeres e objetivos que nos fazem ter de escolher entre enxergar a nossa existência e focar em muitas conquistas a que nos propusemos. E quanto a isso também há muitas ações no automático. Você não percebe, mas os próprios métodos que você usa para alcançar o que deseja e mesmo as coisas que deseja podem não ter sido questionados. Então não são apenas os hábitos, mas os caminhos para os quais eles apontam, as suas consequências. Alguns herdados, outros empurrados por grandes campanhas, tendências locais, da idade… Quanto mais você avança, mais perde de vista onde tudo começou, onde você deixou de ser espontâneo e começou a existir, a funcionar, como uma máquina.

Enxergando a situação

            Tudo isso mostra o quanto levamos vidas profundamente mentais; agarrados ao que pensamos, como se o pensamento fosse a única forma de viver, de conhecer a realidade. Às vezes é necessário um grande choque, uma emoção fortíssima, que faça o coração e os costumes saltarem, para que você desperte. Talvez essa ideia até justifique a expressão “despertar da consciência”. Muita gente passa por isso sentindo a vida como que murchar, notam a perda de sentido, vão notando a rotina como se a vida fosse apenas uma grande repetição sem fundamento, sem gosto, sem liberdade alguma. Nem sempre o insight, ou a consciência, vem através da Meditação, esse seria um caminho inteligente para isso, porém nem todos o conhecem, ou mesmo atentam para isso. É comum que muita gente enxergue onde se meteu através da dor que sente, mas até nesse momento pode-se voltar para a prática da Meditação, até porque, nesse estágio, depois de prováveis anos numa vida mecânica, a mente já esteja tão condicionada que não aceitará outra forma, outro caminho. Aqui uma grande ilusão pode acontecer…

A ilusão da troca

            É natural, afinal, até o instante em que essa experiência acontece, você sempre tentou as coisas do mesmo jeito. Muito embora o objeto tenha sido substituído, atualizado, lá na base do seu jeito de ver a vida estão os mesmos padrões. Só o constante aumento da clareza mental, a expansão da consciência, fará chegar até lá. Antes disso, é preciso estar atento, pois entediado, frustrado, a mente pode se voltar para um assunto novo, algo que seja interessante; quando então abaixamos as nossas “defesas” e ela entra em cena, debruçando-se do mesmo jeito sobre a novidade, ela tentará um novo caminho, no entanto andando da mesma forma que sempre fez. É aí que se perde tempo, até a angústia retornar. Portanto, meditar ajuda justamente nesse sentido: não se trata de resolver problemas, porém de enxergar a nossa relação com o lugar de onde eles vêm; ou seja, da nossa mente e de como ela traduz a realidade ao comando do nosso Ego. Esse apego com o Eu deve ser visto. Não se trata de negar a mente, isso seria impossível e uma perda de tempo. Temos de resgatar os olhos da consciência, aceitando a nossa estrutura, caminhando em direção ao que é desconhecido dentro de nós. Pois os conteúdos mais inconscientes guardam a chave de um verdadeiro recomeço. Livre, a mente pode cumprir seu trabalho com correção, e o coração tomará seu verdadeiro lugar. Talvez, aí, a realidade se apresente como é verdadeiramente, e não como um obstáculo, um adversário, ou um problema a ser resolvido.

            Então, tome cuidado com objetivos infindáveis que vão acumulando-se uns sobre os outros. Dedique um tempo a observar, sem julgamento, os seus motivos, os seus hábitos e o seu próprio jeito de realizar, de alcançar o que busca. Você vai ficar espantado, mas a consciência, muitas vezes, simplesmente por se voltar para um objeto pode reorientá-lo, trazendo uma clareza tal que o que é real para o nosso coração, mesmo que esquecido e abandonado, vem à tona.

Sobre o autor: 

*Luís A. Delgado foi ganhador do prêmio “Personalidade 2015” na categoria Arte Literária pela Academia de Artes de Cabo Frio-RJ – ARTPOP, e agraciado com o prêmio Clarice Lispector de Literatura na categoria “Melhores Romancistas” pela Editora Comunicação em 2015. Atualmente é sócio correspondente na Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras e Mestre em Reiki e Karuna Reiki, possuindo o mais alto título que um profissional do Reiki possa ter.

Inclusão dos Surdos na OLX

Com o objetivo de melhorar a experiência dos funcionários com deficiência auditiva na empresa, a OLX Brasil criou o projeto Mãos que Falam. Desde a sua implementação, em 2018, a iniciativa impulsionou o bem-estar e promoveu a inclusão dos profissionais surdos na empresa, engajando também os demais colaboradores sobre a importância do tema.

“Com a pandemia, percebemos que o projeto se tornou ainda mais relevante, a fim de oferecer a todos os colaboradores, a oportunidade de participar de nossos eventos internos e atividades coletivas feitas remotamente”, diz Sergio Povoa, diretor de recursos humanos da OLX Brasil.

Libras

Crédito: KatarzynaBialasiewicz/iStock

No Mãos que Falam, são oferecidos cursos de Libras (Língua Brasileira de Sinais) periódicos, do nível básico ao intermediário, para qualquer funcionário interessado. As turmas reúnem pessoas de diversas áreas da empresa dispostas a aprender a língua de sinais, não apenas as que trabalham diretamente com surdos.

Além dos treinamentos acessíveis, os surdos sinalizantes da OLX têm um plugin de tradução chamado Hand Talk para que consigam realizar seus trabalhos facilmente.

“O nosso processo seletivo não parou durante a pandemia, mas tivemos que fazer algumas adaptações para que se tornasse uma jornada 100% remota. Os profissionais surdos têm o suporte de instrutores fluentes em Libras durante as entrevistas justamente para garantir oportunidades para todos”, explica o executivo.

Segundo uma pesquisa interna da empresa, o desempenho dos funcionários com deficiência auditiva aumentou 90% desde a criação do projeto em 2018. Para os responsáveis do Mãos que Falam, são os relatos positivos que os motivam a continuar a ampliação e aprimoramento da iniciativa.

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8 dicas da psicologia para você se manter positivo

Pensamentos positivos podem melhorar a saúde, ajudar no desempenho profissional, aumentar nossa autoconfiança e, com isso, até contribuir para conseguir um novo emprego.

A pandemia do coronavírus alterou repentinamente, e de maneira significativa, a rotina de boa parte da população mundial. Esse “novo normal” gera medo, insegurança, incerteza, solidão, problemas de relacionamento para quem está isolado com a família e preocupações com as contas e o trabalho, por exemplo – em resumo, uma variedade de pensamentos negativos que não contribui em nada para resolver qualquer problema que já temos ou que poderemos vir a ter nesse futuro que insistimos em criar dentro da nossa mente.

“Esse cenário com tantas dificuldades acaba produzindo novos gatilhos emocionais que levam muitas pessoas a focarem apenas no lado negativo e esperarem sempre o pior da vida num momento de crise global como esse que vivemos. Ainda assim, podemos escolher entre sermos reféns dessa negatividade, alimentando esses pensamentos com a nossa energia, atenção e dor, ou não”, diz a psicóloga Regina Tavares. Segundo ela, esse é um dos pilares da inteligência emocional, tão discutida nos dias de hoje: a capacidade de saber lidar com os nossos sentimentos ruins e não permitir que eles assumam o controle da nossa vida. E sentimentos e emoções, muitas vezes, são o simples resultado de algum pensamento, bom ou mal, que temos ao longo do dia. “Desenvolver pensamentos positivos é um exercício contínuo, uma escolha que sempre temos e que exige treinamento diário”, afirma Regina.

Qual o problema de ter pensamentos negativos frequentes? O primeiro ponto importante é justamente a frequência deles, pois todo mundo, em algum momento, vai ter pensamentos ruins. O que não pode acontecer é, no nosso “diálogo interno”, as negatividades sempre estarem mais presentes. A depressão, por exemplo, está associada a um excesso de pensamentos negativos. O mesmo vale para a ansiedade, fonte de tantos problemas da vida atual. Existem pesquisas com atletas de várias modalidades associando um maior número de derrotas a quem tinha pensamentos negativos durante a competição, ou antes dela começar.  Há estudos científicos que mostram que pensamentos positivos podem melhorar a saúde, ajudar no desempenho profissional, aumentar nossa autoconfiança e, com isso, até contribuir para conseguir um novo emprego. A psicóloga Regina Tavares sugere algumas dicas práticas e objetivas para quem deseja melhorar a qualidade dos seus pensamentos:

ESCOLHA NÃO SER AFETADO PELOS PENSAMENTOS NEGATIVOS. É inevitável que, diante de tristezas, perdas ou ameaças, as pessoas tenham pensamentos negativos. Faz parte do perfil do ser humano. O segredo para que isso não vire um problema a mais em nossas vidas é escolher não ser afetado por este tipo de pensamento. “É preciso aprender a observar de fora o pensamento, encará-lo de frente, mas não ser ‘alimentado’ por ele. Faça uma auto-análise do pensamento negativo e do oposto dele. Depois imagine onde cada um deles poderá te levar, e faça sua escolha”, diz a psicóloga, acrescentando: “É fundamental entender se o tal pensamento negativo vai nos ajudar ou nos atrapalhar”.

DESENVOLVA A PRÁTICA CONTÍNUA DA GRATIDÃO. A prática diária e sincera do sentimento de gratidão traz muitos benefícios para a nossa vida, e um deles é exatamente afastar os pensamentos negativos. Ser grato é apreciar de maneira verdadeira e reconhecer o que já somos ou conquistamos ao longo da vida e, por isso, esse sentimento contribui para nos conectar com algo maior do que nós mesmos, estando associado a emoções como felicidade, otimismo, esperança e, portanto, pensamentos positivos. Além disso, ser grato é altamente saudável também para as pessoas ao nosso redor, por quem somos gratos – esse sentimento provoca uma corrente de emoções positivas capaz de afetar a vida de muita gente. Para ser grato, é importante, todos os dias, refletir e relembrar de tudo que funciona na sua vida, tudo que você já possui, tudo que te faz feliz. Quanto mais grato você for, mais positivos serão os seus pensamentos – e mais coisas boas você vai atrair.

PRATIQUE A RESILIÊNCIA. Resiliência é a capacidade de cada indivíduo lidar com seus próprios problemas do dia a dia, com pensamentos e comportamentos flexíveis, acreditando que tudo vai melhorar no futuro. “Praticar resiliência é olhar de frente para o problema e perceber que poderia ser pior, entendendo que tudo tem o seu lado positivo”, aponta Regina Tavares. “Esta pandemia, por exemplo, está provocando coisas ‘ruins’ para todo mundo, em maior ou menor escala. A pessoa resiliente sabe lidar de maneira positiva com essa situação depois que ela se concretiza, não deixando espaço para os pensamentos negativos causarem danos em sua mente e emoções”, acrescenta a psicóloga.



OFEREÇA AJUDA AO PRÓXIMO. “Tem uma frase que eu venho repetindo e praticado bastante nos últimos tempos: seja parte da solução na sua vida e na das demais pessoas do planeta, e não dos problemas” destaca Regina Tavares. “Quando você toma uma iniciativa para ajudar o outro, invariavelmente acaba encontrando pessoas com problemas mais graves do que o seu, e isso contribui para você se sentir grato pela sua vida, também diminuindo as chances de um pensamento negativo ficar se repetindo na sua mente”. Segundo ela, sobretudo neste momento tão delicado que vive nosso planeta, ao ajudar o próximo, você se nutre da fonte maior e se fortalece ainda mais para solucionar seus próprios desafios.

ASSUMA 100% DE RESPONSABILIDADE SOBRE AS SUAS REAÇÕES NA VIDA. Pessoas que estão acostumadas a se vitimizarem e depositarem na conta do outro os seus próprios problemas vivem atormentadas por pensamentos negativos extremamente destrutivos. “Vitimismo e pensamento negativo têm muito em comum. Entendendo que esses pensamentos só servem para atrair mais negatividades, você logo percebe que é você mesmo quem atrai tudo na sua vida. Assim, a mudança do pensamento vai mudar o que você vai atrair”, explica Regina.

TRABALHE COM PRAZER. Trabalhar no que gosta é fundamental para ser feliz e, consequentemente, ter pensamentos positivos. “Se você não ama o seu trabalho, e não pode mudar agora, encontre uma atividade paralela, que pode ser um hobby ou um serviço voluntário, que você seja capaz de realizar com paixão”.

VIVA COM MAIS ALEGRIA. Viver com alegria e otimismo, mesmo ao enfrentar as dificuldades naturais do dia a dia, nos dá mais força para superar problemas e atrair situações e pensamentos positivos na nossa vida.  Rir muito (inclusive de si mesmo), brincar, cantar, dançar, manter iluminados seus sonhos e objetivos, comemorar bastante qualquer conquista (por menor que seja) – tudo isso são pontos que devemos estar muito atentos sempre porque estão diretamente ligados aos nossos sentimentos e emoções e, portanto, geram muitos pensamentos positivos. Se manter nessa energia da alegria é um dos pilares mais importantes para manter e desenvolver novos pensamentos positivos na sua mente.

INICIATIVAS MENTAIS E ESPIRITUAIS. Existem terapias que podem ajudar a reduzir o estresse e eliminar pensamentos negativos. É o caso da Meditação. Entre seus inúmeros benefícios já comprovados em pesquisas científicas, estão o estímulo aos sentimentos de empatia, bondade e compaixão em relação a si mesmo e ao próximo e, também, um aumento do bem-estar psicológico. Da mesma forma, a Ioga une nossos aspectos físicos, emocionais e espirituais, trazendo bem-estar para o corpo e ajudando a pessoa a encontrar um caminho que leve a uma vida com um sentido mais profundo. “Você tem um propósito maior de vida? É importante descobrir qual é para que as coisas façam mais sentido e você consiga viver com mais alegria. Meditação e Ioga são duas terapias que podem ajudar nessa busca”, sugere Regina. Ela ainda recomenda a prática do Ho’oponopono, processo de cura havaiano que ajuda a eliminar memórias negativas e, com isso, abrir espaço na mente para os pensamentos positivos.

SOBRE REGINA TAVARES

Com mais de 20 anos de experiência, Regina Tavares é psicóloga clínica e organizacional, master coach, pós-graduada em psicologia positiva e coaching, tem especialização em hipnose Ericksoniana e Dinâmicas Sistêmicas de Constelação. É, também, facilitadora de grupos de crescimento pessoal, practitioner em PNL, terapeuta homeopata com foco na abordagem psicossomática e tem especialização prática no processo de cura havaiano Ho’oponopono. Regina Tavares foi uma das principais responsáveis pela introdução e difusão do Ho’oponopono no Brasil nos últimos 12 anos, e conta com um extenso registro de resultados surpreendentes em clientes do Brasil e do Exterior. Em sua rotina de trabalho, Regina realiza cursos, palestras, seminários, atendimentos de coaching e psicoterapêuticos e produção de conteúdos relacionados ao seu trabalho – só no YouTube, ela soma mais de meio milhão de seguidores.

SOBRE O INSTITUTO AUM

O Instituto Aum – Centro de Desenvolvimento da Psique (www.institutoaum.com), criado cerca de 20 anos atrás, tem como objetivo oferecer treinamentos e formações que proporcionem aos participantes possibilidades de crescimento e enriquecimento pessoal e corporativo, de ordem emocional e espiritual (não religiosa). A instituição desenvolve um trabalho que permite eliminar crenças e comportamentos limitantes e maximizar resultados de forma extraordinária para todo aquele que tenha o verdadeiro desejo de promover mudanças em si e em sua vida, que esteja realmente disposto a fazer o caminho entre o estado atual e o estado desejado, que deseje se tornar a melhor versão de si mesmo e viver a melhor versão da sua história.

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