Muitos de nós está sentindo o peso da incerteza e está ansioso sobre o que está acontecendo no mundo e o que isso significa em sua própria vida.
É fato: estamos na mesma tempestade mas não no mesmo barco pois somente cada um sabe da sua real situação de vida. O meu barco pode afundar e o seu não, e vice versa.
Todavia a esperança é algo que ambos e todos nós podemos, ou melhor – devemos, nos agarrar.
Em tempos de crise, segundo o Deepak Chopra, a esperança é o indicador número 1 de bem-estar, dado que ela reduz o nível de estresse e influencia nossa trajetória de vida.
A esperança não é apenas uma emoção, mas um poderoso recurso interno para potencializar nossa força interior e criar o futuro que desejamos.
Ao direcionar sua atenção para dentro de você mesmo, você poderá encontrar uma verdadeira esperança no âmago do seu ser, que lhe dará força, clareza e propósito para navegar nesses tempos turbulentos.
E inclusive neste mergulho perceberá que a incerteza não é nossa inimiga. Podemos abraçá-la e aproveitar seu potencial criativo.
Reencontre sua esperança, dias melhores realmente virão !
Leis também outro texto da Bia que já postamos por aqui:
Se você já acompanha o Blog do Hugo, deve ter percebido que a gente ama compartilhar notícias boas! Mas se é novo por aqui, te convidamos a ler esse e outros textos que contam histórias inspiradoras da cultura e vitórias da comunidade surda.
Há algum tempo estamos acompanhando a luta do João Avião, o primeiro piloto surdo do Brasil. Ele fundou a Associação Nacional de Aviação de Surdos (ANAS), a primeira na América do Sul, para que pilotos surdos ganhassem visibilidade e pudessem operar voos comerciais no Brasil. Desde sua fundação, projetos foram apresentados para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e até para órgãos internacionais como a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Projetos estes que não são apenas voltados para beneficiar os pilotos surdos, mas também para garantir a saúde auditiva e direitos do piloto ouvinte.
Dados tantos esforços, uma grande conquista já pode ser comemorada! No dia 04 de dezembro de 2019 foram publicadas duas emendas a regulamentos da ANAC, que passaram a permitir a atuação de pilotos surdos na aviação civil brasileira! Assinadas pelo presidente da Agência, José Ricardo Botelho, elas alteram os regulamentos RBAC-61 e o RBAC-67 que abordam questões sobre licenças, habilitações e exames médicos para os pilotos do Brasil.
Antes do primeiro voo, o profissional deverá ser submetido e aprovado em um exame prático especial por modelo de aeronave, para verificação da capacidade do candidato em reconhecer a perda de potência ou falha de motor e emergências com um trem de pouso retrátil.
O piloto surdo não poderá atuar em aeroportos controlados ou internacionais e também com o transporte remunerado de passageiros. No entanto, eles poderão atuar nos voos em que aeronaves não necessitem do uso de rádios para comunicações bilaterais, e em sua licença e certificados deverão conter a observação: “Não válido para voos que requeiram a utilização de rádio comunicação”. Isso significa que eles poderão atuar em áreas em que o uso desse tipo de equipamento nas aeronaves não seja necessário, trabalhando, por exemplo, como Piloto Agrícola, o que antes não era permitido.
Essas alterações, que podem parecer pequenas, mas que representam um grande avanço da aviação brasileira, devem ser celebrada por todos nós. E a luta não para por aí! João está batalhando para que os pilotos possam ser reconhecidos na aviação em todos os países do mundo, tendo permissão e liberação como profissionais.
A gente já deu primeiro passo aqui no Brasil! E quem sabe não poderemos ver mais surdos ocupando lugares que antes não tinham espaço ou em que pessoas acreditavam que eles não seriam capazes. Ainda existe muita exclusão, mas conquistas como essa aquecem nossos corações e nos fazem refletir que a mudança depende de nós.
Para o Bem de Todos e não só de nós mesmos fique, em casa.
Se puder, deixe a rua para os Heróis da Vida Real que estão garantindo os serviços essenciais
Em segundo lugar lembre-se que a saúde física depende não só do que você come mas também dos que você pensa e do que você sente.
Acolha sentimentos negativos esperados como medo, tristeza, tédio, irritação etc.
Agradeça pois eles estão aí para nos alertar que vivemos algo nunca antes vivido e que estarmos firmes e fortes é fundamental para passarmos bem, e juntos, por esta fase.
Se alimente de bons pensamentos, veja e ouça o que pode te faz bem.
Em terceiro lugar, você que reclamava da sua rotina deve estar desejoso de tê-la de volta. Sabe porquê? Porque rotina nos dá a sensação de controle sobre o futuro e hoje estamos fora da rotina.
Então comece já uma nova rotina: ter hora para acordar, se arrumar para trabalhar ou estudar – nada de ficar de pijama, a cada duas horas parar para comer algo saudável, fazer atividade física leve, fazer Happy Hour virtual e ter hora para dormir é importante para seu cérebro entender que a vida está fluindo.
E por fim, aproveite as horas economizadas em não ter que se deslocar para trabalhar ou estudar para ler o livro parado, tocar o instrumento guardado, estudar a língua estrangeira que tanto desejava, ver a série ou filme que alguém te indicou e pôr ordem na sua casa e nas suas coisas. E uma dica de ouro: enquanto arrume suas coisas intencione colocar suas ideias também no lugar. Te garanto: é milagroso – teste e verá.
Sobre Bia Nóbrega:É coach, mentora, palestrante, conselheira e executiva há mais de 22 anos na Área de Recursos Humanos em empresas líderes em seus setores. Graduada em Psicologia pela USP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV-SP, pós-MBA em Conselho pela Saint Paul Escola de Negócios e ESMT – European School of Management and Technology, possui diversos cursos de formação, certificação e atualização. É afiliada à International Coach Federation (ICF), Associação Brasileira de Coaches (ABRACOACHES), Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Women Corporate Directors (WCD), Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). É autora do livro “Autocoaching: 29 dias para dar um upgrade na sua vida” – DVS Editora e é coautora do livro “Mapa da Vida” - Editora Ser Mais. Possui mais de 800 horas de atendimento em coaching executivo, carreira e vida e desde 2015 propaga o Autocoaching como A Melhor Ferramenta de Autodesenvolvimento e um Estilo de Vida.
Os vírus e os homens partilharam espaço e mediram forças desde os inícios da civilização. Dessa forma,conversamos com a arqueóloga portuguesa Joana Freitas para traçar uma pequena cronologia das epidemias e pandemias que mais nos afetaram enquanto humanidade.
Vamos nessa? De incio, é importante explicar a posição que homem ocupava primordialmente: “O homem é um exemplo se superação nas linhas evolutivas. Não éramos fisicamente dominadores nem estávamos no topo das cadeias alimentares. Éramos caçadores mas presa fácil também. A evolução do nosso cérebro, as capacidade intelectuais e de cognição deram-nos a vantagem. Durante milênios, feitos de avanços e retrocessos, a espécie humana prosperou e ocupou os quatro cantos do planeta.
A uma capacidade adaptativa gigante juntou-se a sobrevivência assente na coesão de grupo. Há cerca de 10.000 anos atrás começam a aparecer as primeiras sociedade sedentárias possíveis pela domesticação, embora insipiente, de plantas e animais. Aqui, neste preciso momento, o homem assinava com o destino. Populações crescentes e fixas num local, convivência diária com os animais domesticados e todos os parasitas a eles associados, formaram as condições perfeitas para as primeiras epidemias. A história da humanidade será agora marcada por episódios epidêmicos e pandêmicos que dizimaram milhões de pessoas.
Como refere ainda a arqueóloga estas epidemias podiam ser equiparadas a grandes guerras no que toca a perdas humanas e materiais e, a sua existência, teve a capacidade de mudar o rumo da história. Dessa forma, Joana Freitas escolheu os episódios pandêmicos que considera mais relevantes na história da humanidade e deixa-nos uma pequena explicação do seu percurso na história. São relatados, primeiramente, dois casos de peste bubônica.
“Estamos no século IV, entre 527–565, o imperador Justiniano tem o domínio do império bizantino. A peste bubônica assola o império e trespassa as suas fronteiras. Mata entre 30 a 50 milhões de pessoas, provavelmente metade da população mundial à época. Esta epidemia marca um fim de uma época.
O império romano nunca mais será unificado, é o início da era negra da época medieval. Séculos mais tarde, mais precisamente entre 1343 e 1351 (auge), outro surto de peste bubônica varre a Ásia e Europa matando cerca de 80 milhões de pessoas. Esta epidemia é vastamente conhecida como a famosa peste negra. Esta peste foi tão avassaladora que a Europa precisou de cerca de 200 anos para restabelecer os seus níveis populacionais. No entanto, ocorreram mudanças sociais e culturais importantes como produto desta devastadora epidemia. Com um número tão elevado de mortes, o nível de vida dos sobreviventes subiu efetivamente. Havia mais postos de trabalho disponíveis, mais habitação disponível, mais terra para cultivo mas menos bocas para alimentar.
A nível religioso a igreja católica enfrenta uma vaga crescente de misticismo que desafia as duas doutrinas. Algumas minorias, como os judeus por exemplo, começam a ser perseguidos e acusados de serem os causadores da peste que se crê ter tido início na China.
Voltando as atenções para as Américas, arqueóloga Joana Freitas faz um apontamento para o surto de varíola que iniciou mudanças drásticas tanto demograficamente como ao nível climático: “No século XV os europeus, aquando das conquistas em territórios americanos, levavam dentro de si a arma mais letal de todas. Foram hospedeiros de vírus mortais para as populações locais, entre os quais, a gripe, sarampo, malária, cólera, tifo, peste bubônica e, o mais mortífero de todos, a varíola”.
A varíola foi responsável pela morte de milhões de nativo americanos sendo que, em cem anos, a sua população passou de 60 milhões para cerca de 6 milhões.
O impacto foi tão grande que há cientistas que estudam a possibilidade de ter existido uma alteração climática por conta desta ocorrência. Além de menos emissões de CO2 e da floresta ter crescido exponencialmente, coincidentemente o sol entrava numa fase de baixa atividade levando a uma queda na temperatura mundial. Desta vez, a Europa pagou a fatura e viveu tempos de fome pois a alteração na temperatura fez perder muitas colheitas.”, explica.
Continuando e aproximando-se cada vez mais da nossa época, Joana Freitas fala-nos de pandemias mais atuais e igualmente devastadoras.
“Já no século XIX temos uma pandemia de cólera. Entre os anos de 1817 e 1823, com início de foco na Índia, a cólera dizima milhões de pessoas. Dessa data até 1961 existiram um total de sete epidemias de cólera. Este vírus continua ativo, infeta milhares de pessoas todos os anos e é responsável por até 140.000 mortes anualmente.
Já no século XX (1918), após a primeira guerra mundial, aparece a mais conhecida gripe espanhola. Esta pandemia de H1N1 infectou cerca de 500 milhões de pessoas e matou cerca de 50 milhões globalmente. Como já foi referido, esta epidemia ocorre no final da primeira grande guerra e as condições para a travar eram quase nulas.”, refere.
Joana Freitas explica ainda que o homem sempre fez um esforço para compreender e tratar pandemias começando por melhorar os sistemas públicos de saúde.
Faz ainda um alerta sobre epidemias ativas que por vezes nos esquecemos que ainda estamos a lidar com elas: “Não esquecendo que há vírus ativos que todos os anos matam milhões. Dos melhores exemplos temos o HIV ou a malária.”, explica Joana Freitas.
A arqueóloga termina o artigo fazendo referência ao momento atual que vivemos que tem tanto de novo como de cíclico. “O surto de covid-19 que vivemos na atualidade não é algo novo na humanidade, faz antes parte dos nossos ciclos. Contudo, mesmo com toda a tecnologia disponível compreendemos que podemos falhar, que não conseguimos salvar todos ou travar a epidemia com a eficácia com que gostaríamos.”, concluí.
Compartilhando as dicas de prevenção da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria, para pessoas que fazem tratamento contra a depressão, ansiedade e outras:
No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde – OMS classificou o surto de Covid-19 como pandemia. O novo panorama requer empenho e modificação da rotina de todos os setores da sociedade, especialmente aqueles ligados à saúde.
Com o intuito de orientar seus associados e a população em geral, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP têm publicado informações voltadas aos cuidados em saúde, tanto física quanto mental, direcionadas aos diversos públicos que a acompanham.
Médicos psiquiatras, de outras especialidades e profissionais de saúde
O momento é de atenção e cautela, mas não de alarmismo desnecessário. Algumas atitudes podem fazer a diferença durante as consultas já programadas com antecedência, caso não hajam remarcações.
As orientações da ABP para o atendimento a pacientes com sintomas de síndrome gripal podem ser adotadas nesta época de crise sanitária, sem que haja prejuízo ao psiquiatra associado e aos médicos de outras especialidades. Confira aqui!
Demais setores da sociedade e público em geral
As autoridades sanitárias são claras: sempre que possível, fique em casa. O isolamento físico nesta etapa da pandemia é fundamental para retardar o contágio pelo novo coronavírus, diminuindo, assim, os casos da Covid-19.
Manter as rotinas de alimentação e sono, evitar aglomerações e aderir ao home office sempre que possível são algumas das orientações dispostas aqui.
O mês de março já começou, e muitos meios de comunicação costumam lembrar da luta das mulheres, por direitos iguais. O nosso blog não fica de fora, tanto é que encontrei muitas postagens sobre grandes mulheres surdas que são exemplos para todos nós.
Mas antes falar individualmente de cada exemplo, é importante lembrar que os direitos das mulheres surdas são os mesmos de todas as outras mulheres, e que a visão da mulher surda como diferente da mulher ouvinte e da mulher deficiente, visto ela ser usuária de língua de sinais e necessitada de comunicação visual.
Tanto é que o site Por Sinal, registra que a política para as mulheres surdas é uma política linguística que exige a presença de um intérprete de Libras nas escolas e universidades, em setores de saúde, delegacias de mulheres, legendas em filmes, filmes em língua de sinais.
E longe do mundo ideal, 8 corajosas mulheres surdas ficaram na história da igualdade e inclusão. Vamos conhecê-las?
E de fato, diariamente estamos rodeados de mulheres surdas e ouvintes que destacam e lutam para um mundo melhor.
O único modo de comunicação do bebê, a voz, pode não ser ouvida por pais surdos. E se antes não tínhamos solução para isso, a tecnologia vem parar mudar tudo para sempre – tornando a conexão entre pais e crianças mais forte.
De acordo com o Hypeness Um grupo de engenheiros brasileiros do Instituto Mauá está desenvolvendo uma pulseira que avisa pais surdos quando o bebê está chorando.
O ‘Projeto Silence’ apresenta como solução um par de pulseiras integradas por wi-fi e bluetooth capazes de, através da vibração, transmitir a intensidade do choro de crianças para o quem está cuidando do pequeno ou da pequena.
A tecnologia, ainda está em fase de desenvolvimento, parece um simples smartwatch. Os microfones embutidos e uma vibração suficiente para acordar um adulto enviam informaçõessobrechoro e sua intensidade.
“Muitos pais têm medo de não ouvir o choro de seu bebê durante a noite. E quando os pais têm algum tipo perda auditiva?”, é a premissa da ideia, conforme registrado nas redes sociais do projeto.
Além da questão sonora, o Silence conta um localizador por GPS. Segundo um dos criadores, se trata de uma função que surgiu de uma demanda na vida real.
“Decidimos incluir o rastreador, porque em uma das palestras que fomos para a comunidade surda, um filho ouvinte de surdos nos contou do dia em que seus pais o perderam no shopping quando era criança. Ele falou sobre a dificuldade que foi para os pais reencontrá-lo porque não encontraram seguranças que falassem libras e não conseguiam pedir ajuda. O GPS poderia ajudar em uma situação como essa”, disse Carlos Peres à Revista Crescer.
Há algumas décadas, nosso país já pensa na educação de pessoas ditas
como “com deficiência”. São em torno de 30 documentos que tentam regularizar o
que deve ser feito com estas pessoas, em especial.
Temos uma tendência, como humanos, a considerar deficiente alguém que
possui algo diferente, muito aparente, seja na parte física ou na parte de
comportamento. Tudo o que foge ao que consideramos como regra da espécie é
visto como especial.
Os nomes mudaram com o passar dos anos e atualmente tratamos como “educação
inclusiva”. A quantidade de casos de educação inclusiva também cresceu muito,
claro, porque estudos avançam e com eles a detecção de distúrbios, dificuldades
e afins, que antes eram vistos como se a criança simplesmente fosse mais lenta.
Não é que surgiram novos casos, é que agora temos consciência de uma variedade
maior de transtornos, distúrbios e afins, portanto classificamos em maior escala.
Reprodução da Internet
A princípio, considera-se que um professor que recebe uma inclusão em sua turma deve ter uma redução no número de alunos, porque terá que dedicar um tempo maior à inclusão. Além disso, supõe-se que, dependendo do caso, ele tenha um auxiliar em aula e que receba, em mãos um diagnóstico ou relatório do especialista que acompanha a criança, porque terá que saber particularidades do caso para poder planejar adequadamente suas aulas.
Lindo, não é? Seria, se isso realmente ocorresse.
Primeiramente, o professor não recebe uma formação adequada para lidar
com inclusão e nem teria como recebe-lo na grade de pedagogia, não teria tempo
para isso. Neste caso, alguns professores têm sim um traquejo instintivo que
ajuda demais, mas a falta de informação atrapalha também um montão. Se o
professor não tem uma afinidade ou não consegue ter empatia com o caso de
inclusão, ela já perde a chance de acontecer como se deve. Muitas vezes, o
diretor ou coordenador atribui a classe a um professor que não lida bem com
educação inclusiva, portanto ele e o aluno terão dificuldade de estar em sintonia.
Sempre bom saber antes se o professor está disposto de verdade a ter a inclusão
na turma, ou mesmo se tem alguma limitação que o impeça.
Para completar, todas aquelas coisas bonitas como auxiliar, diagnóstico
e suporte não acontecem em 90 por cento dos casos. São raras as vezes que o
professor tem algum suporte.
Tudo isso é muito grave, mas vamos refletir um pouquinho. O nome “educação
inclusiva” e a fala “você terá um aluno de inclusão” são suficientes para o
raciocínio de alguns profissionais simplesmente travar.
Quando alguém me diz “tenha uma inclusão em sala”, penso comigo “na
verdade, tem tipo 30 inclusões em sala”, porque cada aluno é diferente e tem
necessidades diferentes.
O termo “inclusivo” e “inclusão” toma tanto conta do cenário, que o
professor não percebe que ele tem 30 alunos, todos com características e
personalidades diferentes, precisando de diferentes estímulos para aprender e,
entre esses supostos 30 alunos, ainda há provavelmente uns 2 que, embora não
sejam de inclusão ou não façam terapia, certamente têm algum distúrbio ou
dificuldade de aprendizagem que a ciência ainda não nomeou. Esses 30 alunos
ainda experimentam realidades diferentes familiares, que irão facilitar ou
dificultar seu convívio em aula e muitos deles terão dificuldades de aprendizagem
advindas do uso excessivo de aparelhos eletrônicos.
A criança que chega como inclusão, na maioria das vezes tem um diagnóstico.
Me pergunto então… não é muito mais fácil buscar informações de um distúrbio,
uma dificuldade, uma deficiência nomeada, conhecida, do que ter em sala uma
criança que não aprende e não sabemos o motivo? Porque esta também é uma
inclusão, mas não diagnosticada!
Como você pode ver, o termo “educação inclusiva” é bonito e traz toda
uma temática de acolhimento social e pedagógico, no qual em uma sociedade
ideal, onde todos são pessoas parecidas (o que não acontece na vida real),
ajudam na socialização daquele que é diferente.
Vivemos sob lentes “cor-de-rosa” ainda neste aspecto. É o momento de
refletir sobre a realidade e tomar decisões a respeito dela, flexibilizando o
currículo de modo mais adequado, considerando a inclusão de um modo mais amplo.
É o momento de pensarmos na sala como uma equipe, considerando que todos
são diferentes e possuem diferentes necessidades. Não apenas aquele,
considerado como inclusão, precisa de cuidados diferenciados, mas também
aquele, que aprende com mais facilidade e está entediado e desestimulado, e
aquele, que não consegue lembrar o nome das letras que a professora acabou de
falar, e ainda aquele, que tem dificuldade em fazer amizades e fica isolado.
Seria sim educação inclusiva, mas para quem?
* Designer de atividades pedagógicas, Janaína Spolidorio é formada em Letras, com pós-graduação em consciência fonológica e tecnologias aplicadas à educação e MBA em Marketing Digital. Ela atua no segmento educacional há mais de 20 anos e atualmente desenvolve materiais pedagógicos digitais que complementam o ensino dos professores em sala de aula, proporcionando uma melhor aprendizagem por parte dos alunos e atua como influenciadora digital na formação dos profissionais ligados à área de educação.
Se o perdão é tão bom e positivo para o ser humano, por que poucos optam por perdoar quando as pessoas as machucam?
A resposta pode estar na cultura atual que valoriza mais a expressão da raiva e do ressentimento do que a paz do perdão. Além disso, a maioria das pessoas está confusa sobre o que é e o que não é perdão. As tradições religiosas, geralmente, reforçam a importância do perdão, mas não oferecem as etapas práticas de como fazer.
Liberte-se de si mesmo, e perdoe. Imagem: Reprodução da Internet
Em seu livro ‘O Poder do Perdão’, o Ph.D Frederick Luskin, um dos maiores estudiosos sobre o perdão e diretor do Forgiveness Projects, da Universidade de Stanford, apresenta um processo, desenvolvido por ele, composto por nove passos que ajudam a pessoa a transformar o ato de perdoar em uma prática habitual e recuperar o controle de sua vida. São eles:
Entenda exatamente como você se sente a respeito do que aconteceu e seja capaz de articular isso, falando a respeito com pessoas de sua confiança.
Assuma com você o compromisso de superar. O perdão é para você, e mais ninguém.
Perceba que perdão não significa, necessariamente, reconciliação.
Adote a perspectiva certa: a principal fonte de sua mágoa é o sofrimento emocional e físico que você está passando agora e não a pessoa ou evento que a causou.
Pratique técnicas de controle de estresse sempre que começar a se sentir irritado ou zangado.
Não espere de outras pessoas aquilo que elas não têm para dar a você.
Estabeleça objetivos positivos e descubra outras maneiras de atingi-los que não seja por meio da experiência que feriu você.
Lembre-se de que uma vida bem vivida é a melhor vingança. Ao focar em suas feridas, você está dando poder à pessoa que o feriu. Aprecie o que se tem ao invés de concentrar-se naquilo que não tem.
Dê um novo significado ao seu passado e inspire-se sempre em sua escolha de perdoar.