A inovação promovendo a inclusão de verdade

A tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina. Ela conecta pessoas, facilita tarefas e amplia possibilidades. Mas quando pensada com acessibilidade, ela vai além da praticidade: se torna uma grande aliada da inclusão.

Recursos tecnológicos acessíveis ajudam pessoas com diferentes necessidades, contextos e formas de interação a participarem da sociedade com mais autonomia, conforto e segurança.

E o mais importante: acessibilidade não beneficia apenas um grupo específico. Ela melhora a experiência de todos.

A tecnologia tem um papel fundamental na promoção da autonomia, da dignidade e da participação social das pessoas com deficiência. Quando pensada com acessibilidade desde o início, ela deixa de ser um “extra” e passa a ser um direito garantido.

Hoje, existem soluções tecnológicas que transformam a forma como pessoas com deficiência estudam, trabalham, se comunicam, se locomovem e acessam serviços.

Neste post, eu mostro pra vocês as principais tecnologias voltadas para diferentes tipos de deficiência e entender por que acessibilidade tecnológica é inclusão na prática.

Ferramentas como:

  • legendas automáticas em vídeos,
  • transcrição de voz em tempo real,
  • tradução de conteúdos em diferentes formatos,

tornam a comunicação mais clara, democrática e acessível.

Esses recursos ajudam em reuniões, atendimentos, estudos, consumo de conteúdo e até em situações do dia a dia, como pedir uma informação ou acompanhar uma apresentação.

Hoje, acessar informação não deveria ser um privilégio.
Ferramentas como leitores de tela, ajustes de contraste, aumento de fonte, descrição de imagens e navegação simplificada permitem que mais pessoas consumam conteúdos digitais com autonomia.

Quando sites, aplicativos e sistemas são pensados com acessibilidade desde o início, eles se tornam:

  • mais fáceis de usar,
  • mais intuitivos,
  • mais eficientes para todos os públicos.

A automação e os assistentes virtuais são exemplos claros de como a tecnologia pode apoiar a rotina:

  • controle de luzes e aparelhos por voz,
  • lembretes inteligentes,
  • organização de tarefas,
  • personalização de dispositivos conforme a necessidade de cada pessoa.

Tudo isso contribui para mais independência e qualidade de vida, seja em casa, no trabalho ou em espaços públicos.


Acessibilidade tecnológica é um compromisso coletivo

Organizações como a Organização Mundial da Saúde reforçam que grande parte da população mundial se beneficia diretamente de ambientes, produtos e serviços acessíveis — mesmo sem perceber.

Seguir boas práticas de acessibilidade digital, como as diretrizes da WCAG, não é apenas cumprir normas, mas demonstrar respeito à diversidade humana.

A tecnologia tem um enorme potencial de transformação social.
Quando usada com consciência e planejamento, ela:

  • reduz barreiras,
  • aproxima pessoas,
  • promove igualdade de oportunidades.

Mais do que inovação, acessibilidade é sobre pertencimento.
E uma tecnologia verdadeiramente moderna é aquela que não deixa ninguém de fora.

Sou pós-graduado em Inclusão e Acessibilidade e atuo com foco em acessibilidade, diversidade e inclusão, ajudando pessoas, empresas e instituições a compreenderem que inclusão não é apenas discurso, mas prática diária.

A tecnologia, quando bem aplicada, é uma grande aliada nesse processo — e meu trabalho é justamente apoiar essa construção de forma consciente, responsável e acessível.

Podem contar comigo para consultoria, palestras e orientações sobre acessibilidade, inclusão e uso da tecnologia como ferramenta de transformação social.

contato@blogdospernes.com.br

Diário de um surdo – 020: Não é bandeira

Nos últimos dias, fiquei pensando sobre uma coisa que volta e meia alguém comenta comigo:
“Você se posiciona demais”,
“Parece ativismo”,
“Cuidado com o que posta”.

E eu sempre fico com aquela sensação estranha, como se estivessem falando de uma pessoa que eu não sou, já que me ofende

Então resolvi escrever aqui, no meu espaço, pra deixar algo claro:

o que eu faço aqui não é militância. É só a minha história.

Eu não defendo bandeiras.
Eu não convoco ninguém.
Eu não faço campanha.
Eu não luto contra o sistema.

Eu falo de mim.
Da minha vida como pessoa com deficiência.
Das coisas que vivi, das coisas que aprendi e das coisas que ainda estou tentando entender.

Se isso toca alguém, ótimo.
Se isso ajuda alguém, melhor ainda.
Mas não é esse o objetivo.
Não é uma missão pública.
Não é “uma causa”.
É só o registro da minha caminhada.

A inclusão aparece aqui como consequência, não como propósito.
Aparece porque faz parte da minha rotina, do que eu enfrento e do que eu observo.
É impossível não falar disso quando isso me atravessa desde a infância.

Mas não é porque eu conto o que vivi
que eu estou “levantando bandeira”.

Eu não estou tentando mudar o mundo pela força, pela política ou por movimentos sociais.
Essas coisas não fazem parte da minha fé, da minha visão de futuro, nem da forma como enxergo a vida.

O que eu faço é simples demais pra esse rótulo pesado:
eu registro. Eu divido. Eu explico minha própria experiência.

E isso já é difícil o bastante.

Escrever sobre o que me machucou, sobre o que ainda machuca, sobre o que me formou — isso exige coragem, não engajamento.

E se alguém for tocado por isso, é porque histórias verdadeiras têm efeito.
Não porque eu estou tentando “fazer ativismo”.


No fim das contas, meu blog não é um manifesto.
É um diário público.
Um lugar onde eu coloco pedaços de mim que, por muitos anos, eu escondi.

Se isso parece posicionamento pra alguém, tudo bem.
Mas pra mim, é só viver a minha vida com sinceridade.

E isso não tem bandeira nenhuma.

Qual é o som do silêncio?

Você já parou pra pensar qual é o som do silêncio?


Muita gente vê o silêncio como ausência, como um vazio. Mas pra mim, ele é cheio de vida. Cheio de histórias, de olhares, de gestos e de sentimentos que não precisam de som pra existirem.K

Foto: Kristina Flour

A surdez me ensinou que o silêncio fala — e fala muito.
Ele fala quando alguém te olha com atenção, quando um gesto diz mais do que mil palavras, quando o mundo desacelera e você consegue, enfim, perceber o que realmente importa.

No começo, o silêncio pode assustar. É como se o mundo ficasse distante. Mas, com o tempo, eu entendi que ele também acolhe, ensina e aproxima. Aprendi que o silêncio tem ritmo, tem pausas e tem força. Ele é pausa e presença ao mesmo tempo.

Nem todo silêncio é solidão.
Às vezes, ele é um abraço que não precisa de som pra ser sentido.
É um espaço de paz, reflexão e escuta — uma escuta diferente, feita com o coração.

E é sobre isso que eu falo no meu livro: sobre as lições que aprendi entre o som e o silêncio.
Sobre o valor da empatia, da escuta verdadeira e da inclusão que nasce quando a gente começa a enxergar o mundo com outros sentidos.

Essas e outras reflexões estão no meu livro — um convite pra sentir, refletir e descobrir o poder do silêncio.

Compre aqui.

Diário de um surdo – 019: espaços conquistados

Durante muito tempo, as pessoas surdas viveram à margem, sem espaço para mostrar suas capacidades e sonhos. A sociedade parecia não ouvir — nem no sentido literal, nem no simbólico. As portas se fechavam, e a falta de comunicação virava um muro difícil de ultrapassar. Mas, aos poucos, isso começou a mudar. E essa mudança, por menor que pareça em alguns momentos, é profundamente significativa.

Hoje, ao olhar para os espaços conquistados, há um sentimento misto de orgulho e responsabilidade. Orgulho por ver pessoas surdas em lugares que antes pareciam inalcançáveis — nas universidades, nos serviços públicos, nas empresas, na cultura, nas redes sociais. Responsabilidade, porque cada conquista vem acompanhada da consciência de que ainda há muitos outros espaços a serem abertos.

Imagem: Reprodução

As vitórias podem parecer pequenas aos olhos de quem não vive essa realidade. Um intérprete em uma reunião, uma legenda em um vídeo, um curso de Libras oferecido em uma empresa — são gestos simples, mas que representam algo enorme: o reconhecimento de que pessoas surdas existem, têm voz e pertencem a todos os lugares.

Ver a comunidade surda ganhando visibilidade é algo que emociona. É perceber que a luta de tantas pessoas — muitas delas anônimas — está dando frutos. É entender que o esforço coletivo não foi em vão. Cada espaço conquistado carrega uma história de superação, de resistência e, principalmente, de fé na possibilidade de mudança.

É impossível não sentir algo profundo ao presenciar essas transformações. O sentimento é de gratidão, mas também de esperança. Gratidão por tudo que já foi alcançado, e esperança de que o que ainda falta será conquistado com o mesmo espírito de luta que sempre guiou a comunidade surda.

Essas conquistas mostram que a inclusão não é um presente, mas um direito que vem sendo reafirmado com muito esforço. E cada vez que um surdo é visto, ouvido e respeitado, a sociedade inteira dá um passo à frente.

O que antes era invisível, agora começa a ser reconhecido. E isso, para quem viveu a exclusão, é algo que não se esquece — é a prova de que o silêncio pode, sim, ser transformado em voz.

Meu novo desejo realizado: Mini Mic 2+

Às vezes, a vida nos dá pequenas alegrias que parecem simples, mas que fazem toda a diferença no nosso dia a dia. Para quem depende de um implante coclear, cada avanço tecnológico é muito mais que um gadget: é oportunidade de ouvir melhor, participar mais e se sentir incluído.

Ontem, meu Mini Mic 2+ chegou, e eu estava super ansioso para testá-lo. Hoje finalmente consegui fazê-lo funcionar, e a felicidade foi imediata!

Imagem: Reprodução

Quem tem implante coclear sabe: ouvir melhor depende não só do processador, mas também dos acessórios certos. O Mini Mic 2+ é pequeno, discreto e super eficiente. Ele capta sons de pessoas distantes, reuniões ou até no carro, transmitindo diretamente para o meu implante coclear Nucleus 7. Para mim, que já dependo do implante para participar da vida cotidiana, essa ferramenta faz uma diferença enorme.

Mais do que tecnologia, é inclusão. Cada vez que consigo ouvir algo que antes me escapava, sinto que posso estar mais presente e conectado — seja no trabalho, em família ou com amigos. É incrível perceber como o Mini Mic 2+ potencializa o que meu implante já me proporciona.

Se você também tem implante coclear ou conhece alguém que tem, vale a pena conhecer o Mini Mic 2+. Ele não é só um acessório, é uma ponte para ouvir o mundo com mais clareza e viver com mais autonomia.

Intérprete de Libras: muito além da tradução

Muita gente ainda acha que o intérprete de Libras é só alguém que “traduz” o que outra pessoa fala. Mas a verdade é que o trabalho vai muito além disso. O intérprete é um elo entre duas línguas e duas culturas diferentes: a Libras e o português. Ele é quem torna possível a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, com respeito e fidelidade às duas partes.

Ser intérprete não é apenas saber sinais. É entender o contexto, o tom, a emoção e a intenção de quem fala. É ajustar o ritmo, escolher a melhor forma de expressar uma ideia e, muitas vezes, tomar decisões rápidas para que a mensagem não se perca.

Cada situação é um desafio diferente. Interpretar uma palestra não é o mesmo que interpretar uma entrevista, uma aula ou uma peça de teatro. O intérprete precisa estudar o tema, se preparar e se adaptar. Além disso, ele segue um código de ética que envolve confidencialidade, imparcialidade e respeito às pessoas envolvidas.

O trabalho do intérprete de Libras é essencial para garantir acessibilidade comunicacional. É ele quem permite que pessoas surdas participem de eventos, reuniões, aulas e momentos importantes da vida. Mas, muitas vezes, esse profissional ainda é invisível aos olhos de quem não precisa dele.

Reconhecer o valor do intérprete é também reconhecer o direito das pessoas surdas à comunicação plena. Inclusão de verdade não é ter um intérprete “só pra cumprir exigência”. É entender que sem ele, a conversa simplesmente não acontece.

Como pessoa surda, eu sei o que significa estar em um lugar com e sem intérprete. Quando tem, a sensação é de pertencimento. É poder acompanhar, entender, rir junto, participar de verdade. Quando não tem, é o contrário: a gente se sente isolado, perdido, fora da conversa. Não é só falta de informação — é falta de presença.

A presença do intérprete não é um favor, é um direito garantido por lei. A Lei nº 10.436/2002 reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão, e o Decreto nº 5.626/2005 obriga o poder público e instituições a garantir acessibilidade por meio de intérpretes, especialmente em escolas, serviços públicos e eventos oficiais.

Mesmo assim, ainda vemos muitos espaços que ignoram essa obrigação. Por isso, é importante cobrar das autoridades o cumprimento desses direitos. Garantir intérpretes onde há surdos é garantir igualdade de acesso, respeito e cidadania.

Porque inclusão não se pede por gentileza — se exige por direito.

Entre o Som e o Silêncio: minha história, minhas escolhas

Hoje quero compartilhar algo muito importante para mim: meu livro “Entre o Som e o Silêncio” está em pré-venda. Ele não é só um livro, é um pedaço da minha vida.

Nele, contei minha história como surdo: os desafios que enfrentei, as dificuldades que pareciam impossíveis, a exclusão, o bullying… Mas também contei sobre as pequenas e grandes vitórias, os aprendizados e a força que encontrei na fé, na amizade e na persistência.

Escrever este livro foi um processo de coragem. Reviver momentos difíceis, colocar no papel a minha dor e as minhas conquistas… não foi fácil, mas era algo que precisava fazer. Quero que minha história chegue até quem precisa ouvir: quem luta, quem sente que não tem voz, quem busca força para continuar.

Este livro é meu convite para olhar para dentro, para enfrentar o que assusta, mas também para celebrar cada vitória, mesmo as pequenas. Ele é minha forma de dizer: você não está sozinho, e é possível encontrar a sua própria voz mesmo quando parece que só existe silêncio.

Versão Kindle: https://a.co/d/cyqOyLw
Versão física: https://a.co/d/3gTsTcU

Cada página foi escrita com muito coração. Espero que gostem!


Adaptações Razoáveis: O Compromisso Real com a Inclusão nas Empresas

Falar sobre diversidade e inclusão não pode ser apenas um exercício de discurso. É preciso que as ações concretas acompanhem as intenções. Um dos pilares para garantir um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo para pessoas com deficiência (PcD) são as adaptações razoáveis — medidas práticas e personalizadas que eliminam barreiras e garantem equidade de oportunidades.

O que são adaptações razoáveis?
Adaptações razoáveis são ajustes ou modificações no ambiente de trabalho, nas funções ou nos processos que permitam que pessoas com deficiência desempenhem suas atividades em igualdade de condições com os demais colaboradores. Elas devem ser adequadas às necessidades da pessoa e proporcionais às possibilidades da empresa.

O conceito é previsto na Lei Brasileira de Inclusão (LBI – Lei nº 13.146/2015) e também na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil com status de emenda constitucional.

Por que são importantes no ambiente corporativo?
Sem adaptações, muitas pessoas com deficiência continuam sendo excluídas de processos seletivos, promoções e experiências de desenvolvimento. Isso limita seu potencial e empobrece a diversidade da organização. Empresas que implementam adaptações razoáveis demonstram compromisso real com a inclusão e colhem benefícios como:

  • Equipes mais diversas e inovadoras
  • Aumento do engajamento e da produtividade
  • Fortalecimento da reputação institucional
  • Conformidade com a legislação

Exemplos práticos de adaptações razoáveis:

  • Flexibilização de horário para pessoas com mobilidade reduzida ou em reabilitação
  • Acessibilidade digital em sistemas internos e materiais de trabalho
  • Tradução em Libras para treinamentos e reuniões
  • Apoio de tecnologias assistivas (leitores de tela, softwares de comunicação alternativa, etc.)
  • Designação de intérprete ou apoio de guia-intérprete
  • Ajustes ergonômicos em mobiliário e equipamentos

O papel da liderança e da cultura organizacional:
A decisão de implementar adaptações razoáveis não deve ser vista como “favores” ou “custos extras”, mas como um investimento em equidade e dignidade. A cultura da inclusão começa no topo e se espalha por toda a organização. Líderes devem estar preparados para ouvir, acolher e agir — com empatia, escuta ativa e responsabilidade.

Barreiras comuns e como superá-las:
Infelizmente, ainda há mitos que dificultam a implementação das adaptações, como a ideia de que são sempre caras ou complexas. A verdade é que a maioria das adaptações custa pouco ou nada. A chave é o diálogo com a pessoa com deficiência para entender suas reais necessidades

Se você quer saber mais sobre como implementar adaptações razoáveis na sua empresa ou precisa de apoio especializado em acessibilidade, diversidade e inclusão, estou à disposição para conversar!

Thiago Perné Santos
Especialista em Acessibilidade, Diversidade e Inclusão
contato@blogdospernes.com.br

Diário de um surdo – 018: Os sons dos pássaros

Há pouco mais de um ano eu ativei o meu implante coclear. Um ano de redescobertas, sustos, risadas e – principalmente – sons. Muitos sons.

Alguns eu já conhecia, mas agora chegam com outra textura. Outros… são completamente novos. E se tem uma coisa que eu nunca vou esquecer nesse primeiro ano, são os sons agudos.

Eu nunca escutava os sons agudos antes. Não sei explicar direito… às vezes parecia que eu ouvia, mas eram diferentes.

Agora, eles chegam de um jeito estridente, atravessam. Sabe aquele som que entra direto no cérebro, como se cortasse o ar? É isso. No começo, parecia que o mundo tinha ligado um monte de microfones no último volume.

Os passarinhos, por exemplo… antes eu achava que eram delicados, suaves. Hoje eu sei a verdade: eles gritam. MUITO.

Tem hora que parece sirene de carro disparando, vários alarmes ao mesmo tempo. É surreal.
Eu escuto e penso: “Gente, como ninguém tá se incomodando com isso?”

Às vezes me lembro daqueles desenhos do Pica Pau, quando os filhotes gritavam tanto, mas tanto, que perdiam o fôlego. É mais ou menos essa a sensação que tenho com os passarinhos agora.

Apesar dos sustos e da adaptação, é incrível perceber tudo isso. Eu tô ouvindo coisas que nunca ouvi antes. E não é exagero. Eu realmente nunca ouvi esses sons.

O implante me colocou num novo mundo. Nem melhor, nem pior. Apenas diferente. Mais nítido. Mais cheio. Às vezes mais barulhento do que eu gostaria.

Mas é isso: 1 ano depois, continuo descobrindo, me adaptando e me surpreendendo. Ouvir é uma construção. E cada dia é um tijolinho a mais.

Nova identidade, mesma essência

O tempo passa. A gente muda, cresce, amadurece. E o blog também.

Depois de tantos 13 anos (recém completados) compartilhando histórias, vivências e reflexões aqui no Blog dos Perné’s, senti que era hora de dar um novo passo. Uma nova identidade visual, um novo jeito de se apresentar ao mundo — mas sem perder aquilo que sempre foi a essência deste espaço: acolhimento, escuta, propósito e verdade.

A nova identidade do blog vai além da estética. Ela carrega fases da minha vida, dores que foram transformadas em força, causas que abracei ao longo do tempo. Ela representa também todas as vozes que ecoam entre um texto e outro — especialmente as que, muitas vezes, são esquecidas ou ignoradas.

Nova identidade

O que mudou?

Agora o blog tem um novo visual: cores, formas e traços que refletem com mais clareza os temas que fazem parte da nossa caminhada — acessibilidade, inclusão, diversidade, espiritualidade, superação.

O novo logotipo é mais simples, mas ao mesmo tempo mais firme. Ele transmite leveza, mas sem apagar as marcas da luta, da persistência e da fé que me trouxeram até aqui.

Cada detalhe dessa nova fase foi pensado para fortalecer a identidade do blog e torná-lo ainda mais acessível, acolhedor e conectado com quem lê.

E as cores?

As cores da nova identidade foram escolhidas com cuidado e propósito:
Azul-escuro: transmite confiança, acolhimento e profundidade. Representa a escuta, a seriedade e o compromisso com temas importantes.
Laranja: traz energia, movimento e proximidade. Representa a coragem de falar sobre temas difíceis com leveza e verdade.
Verde suave: remete ao cuidado, à empatia e ao crescimento. É a cor da esperança, do recomeço e da construção de novos caminhos.
Tons neutros de apoio (branco e cinza): garantem contraste, equilíbrio e acessibilidade visual, facilitando a leitura e a navegação.

Essas cores conversam entre si e refletem bem os pilares do blog: inclusão, escuta, sensibilidade e ação.

E o que continua igual?

Continua o compromisso com a inclusão de verdade. Continua a escuta atenta, o cuidado com cada história, o respeito por quem passa por aqui.

Continua o olhar sensível sobre os temas que importam, com a mistura entre o pessoal e o coletivo, entre o que eu vivi e o que tantas outras pessoas também vivem.

Nada aqui é por vaidade. É por significado.

E você, segue comigo nessa nova fase?

Quero muito saber o que achou da nova identidade. Você faz parte dessa história. Se este espaço já te tocou de alguma forma, fica o convite: compartilhe, comente, volte sempre.

O Blog dos Perné’s continua sendo um lugar de histórias reais, de sentimentos sinceros e de esperança. A casa continua a mesma — só deu uma ajeitada no jardim de

A nova identidade do blog vai além da estética. Ela carrega fases da minha vida, dores que foram transformadas em força, causas que abracei ao longo do tempo. Ela representa também todas as vozes que ecoam entre um texto e outro — especialmente as que, muitas vezes, são esquecidas ou ignoradas.