Resoluções que não serão cumpridas em 2014.

 

  
É comum as pessoas fazerem resoluções/ planos para o ano seguinte. Creio eu, que o mais comum ainda é grande parte dessas pessoas não fazerem ou nem se esforçarem a colocar em prática o que se planejou.
E hoje, como diz a vinheta de fim de ano da #RedeGlobo é um novo dia. E é o dia de prometer criar vergonha, de arrumar um novo emprego, um (a) nova (o) namorada (o), de ser um amigo (a) melhor, de estar mais com a família, de não trabalhar tanto para nada, de fazer a vontade de Deus ou de fazer o bem ao próximo. Ou de fazer planos para casar, viajar mais, comprar um carro ou uma casa.
Não há nada de ruim em fazer planos e não tenho absolutamente nada contra quem os faz. Mas apenas acho que está na hora de colocar em prática as promessas que você fez a 5, 10, 15 fins de anos atrás. Está na hora de se concentrar no “novo dia, no novo tempo”, hoje e agora todos os dias.

Não precisamos esperar um novo ano para buscarmos melhorias para nossa vida e de nossos ente queridos e amigos. Não precisamos também esperar um novo ano para desejar que estes sejam felizes e tenham abundância de saúde. Não precisamos esperar um novo ano para sermos pessoas melhores. Devemos lembrar que a verdadeira felicidade deve ser buscada hoje e realmente hoje é o novo dia, um novo tempo.

Sonhe, planeje mas faça valer a pena.

Façamos o melhor a todo momento: e sim abrace, ame. Seja feliz hoje!

Thiago Perné Santos

Férias 2013 – (Brasília, Campo Grande e Pontaporã)

Já contei aqui o inicio das minhas férias de 2013. 
Havia mencionado que parti da rodoviária de Goiânia para o aeroporto de Brasília. 
 
Agora é hora de contar a segunda etapa: Voando TAM de Brasília até Campo Grande e depois pegando o ônibus até Pontaporã. Vamos lá?
 
No dia 29/08/2013, saímos as 20h59min do Aeroporto JK com direção a cidade de Campo Grande, onde desembarcamos ás 22h20min (horário local).
 
Como tenho alguns amigos em Campo Grande não gastamos com táxi no percurso aeroporto – rodoviária. Paramos para jantar (R$ 16,5) no caminho, e como já estava tarde das poucas opções que tínhamos ficamos com o MC Donalds.
Mas quem não quiser gastar com táxi pode utilizar os serviços de ônibus coletivo. Encontrei na internet uma opção, mas não tenho certeza se esta é a melhor. Se forem utilizar tente confirmar antes com os motoristas antes. Mas fica a dica: Na Avenida Duque de Caxias (em frente o aeroporto) pegar o 414 – Nova Campo Grande, sentido Centro e descer próximo a Avenida Mato Grosso ou Avenida 13 de Junho. De lá pegar o 061A – Morenhinhas Shopping. Segundo a internet, este ônibus passa próximo a rodoviária.

Chegando na Rodoviária por volta da meia noite, compramos as passagens para Pontaporã – Via Expresso Queiroz (R$ 65,7). Chegamos a Pontaporã as 06h30min.


Ficamos “hospedados” no Eiruzú Hotel (G$ 300.000 ou apenas R$ 150 a diária), em Pedro Juan Caballero. As aspas são apenas pelo motivo de ter apenas descansarmos um pouco, tomar um banho, ir as compras, voltar para o hotel, tomar outro banho e partir, isso mesmo, foi menos de 15 horas nossa estadia. 
O hotel em si é simples, mas bem confortável comparando o nível de Pedro Juan Caballero e talvez até mesmo para o nível Paraguai: camas macias e bons quartos, decoração modesta. O nosso tinha ar condicionado. E havia sinal de wi-fi nos quartos, bem fraco o sinal e não conseguimos utilizá-lo. Por outro lado, o sinal da recepcão era excelente.
 
Eiruzú Hotel (Grupo Inter Hoteis)
Mcal. López e/ Mcal Estigarribia – Pedro Juan Caballero, Paraguay
Email: eiruzuhotel@uol.com.br – Reservas em Pontaporã (067) 3437-6700 / 3431-4482
Site: hoteleiruzu.blogspot.com / www.grupointerhoteis.com.br
  
Para as compras eu tinha em mente comprar um Samsung Galaxy S4 (U$ 630  ou apenas R$ 1580) e uma câmera Nikon D3100 (U$ 481 ou R$ 1.190). Ambas foram compradas no Shopping China, um dos melhores shoppings da América Latina. E que em 2013 foi pela quinta vez premiado. Um local enorme e maravilhoso de se ver e comprar de roupas, cosméticos, fragâncias, informática e jogos a tapetes e briquedos. Tudo com qualidade, nota fiscal e segurança.
 
Continuarei o relato no próximo post.

Das séries que amamos: Friends – A melhor série do Mundo.

              Seis ou meia dúzia. Sim eram seis, seis amigos, companheiros, irmãos: Monica, Rachel, Phoebe, Ross, Chandler e Joey interpretados por Courteney Cox, Jennifer Aniston, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer respectivamente fizeram a alegria de milhares de pessoas entre 22 de setembro de 1994 a 6 de maio de 2004. Sim, isso mesmo! Foram 10 anos e 10 temporadas e somaram 236 episódios.

Uma das séries de maior sucesso do mundo e eleita uma das mais assistidas e lucrativas da época.
Curiosidades: 
– Antes de se decidirem por “Friends“, foram cotados os nomes: “Insomnia Cafe”, “Friends Like Us”, “Six of One”, “Across the Hall”, “Once Upon a Time in the West Village”.
  Os nomes completos dos personagens são: Rachel Karen Green, Joseph Francis Tribbiani, Chandler Muriel Bing, Monica Elizabeth Geller, Ross Eustácio Geller (Porém, os dois últimos não são confirmados) e Phoebe Buffay. Seu nome do meio nunca foi revelado porque sua irmã gêmea, Úrsula vendeu sua certidão de nascimento para uma fugitiva sueca. Sempre que Phoebe tem que inventar um nome para si mesma ela usa Regina Phalange. No último episódio, ela também inventa que o avião está com problema na “phalange” esquerda.
Todos já moraram no apartamento da avó dos Geller pelo menos uma vez, isso é dito no episódio final.

Entrevistas Interessantes:

Matérias:
1) Cali e Noelle Sheldon: Emma Geller-Green – As gêmeas que faziam a filha de Ross e Rachel ainda atuam.
2) Cole Sprouse: Ben Geller – Os gêmeos que faziam o filho de Ross e Carol cresceram
3) Morgan Fairchild: Nora Bing – As plásticas da mãe de Chandler Bing. 




Mais sobre o Universo Friends aquiaqui, aqui e aqui.

Férias 2013 – (Goiânia a Brasília)

Em 2013, usufrui 20 dias de minhas férias, fazendo duas longas viagens.
A primeira foi para o Paraguai/ Argentina.
Fazendo um longo, mas cansativo percurso: Saindo de Goiânia de ônibus, chegando à Rodoviária de Brasília, pegando Metrô e ônibus até o Aeroporto de Brasília com destino a Campo Grande. Vamos para os detalhes, tempo e quantia gastos em cada trecho?

1ª Trecho: 29/08/2013 – (Quinta-feira)

1 –
Goiânia x Brasília
Via Viação Araguarina – R$ 48,00 (Executivo)
Horário de Saída: 10h00min

Café da Manhã no Araguaia Shopping – R$ 7,55

2 –

Horário de Chegada: 13h00min

Almoço no Subway do Park Shopping – R$ 15,90

Da Rodoviária Interestadual você verá a Estação Shopping, logo ao lado.
Na Estação Shopping, pegue qualquer metrô no sentido Central. – R$ 3,00
Desça na segunda parada, na Estação 114 Sul.

Ônibus Executivo nº. 113 – R$ 8,00 (Levou cerca de 50 min para passar)

Outra Opção: O micro-ônibus nº. 11 para na saída “Eixo L”, que é a primeira saída do corredor à esquerda.

– Importante saber antes qual Terminal de Embarque que você tem que descer. Por exemplo: Azul é no Terminal 1 e Tam e Gol e demais cias no Terminal 2. Que são muito distantes uma da outra. Não sabíamos disso e fizemos uma longa e cansativa caminhada para chegar ao Terminal 2.

– Reclamação: Cerca de 25 min aguardando na fila o Checking na TAM. Demorou demais.

Água – R$ 2,00

Lanche no BomBocado do Aeroporto Internacional JK (Empadão de Camarão + Coca) R$ 16,00

Espero que tenham gostado, dúvidas estou a disposição.
 Nosso 2º Trecho foi do Aeroporto de Brasília até Pontaporã, fronteira do Brasil com Pedro Juan Caballero no Paraguai, que fica para o próximo post. Até lá!

 

26 de Setembro é o Dia do Surdo

Ontem, 26 de setembro foi comemorado o Dia do Surdo. 

Eu eu como surdo e vários membros da minha família tb como já contei pra vocês aqui, não poderia deixar de fazer esta postagem.

Data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. Muitos que não conhecem a historia dos Surdos no Brasil talvez se perguntem: Porque comemorar o Dia do Surdo? Na verdade, se tem muito a comemorar, afinal hoje as condições de vida das pessoas surdas são muito melhores do que antes.

Todas as conquistas e avanços obtidos só reforçam a importância da existência do Dia do Surdo, para comemorar o que já foi conseguido e, principalmente, para lembrar que ainda se tem muito a lutar!
Conheça e clique aqui para ler a cartilha do dia dos surdos no site da Feneis. No mesmo site você poderá aprender também um pouco sobre a Língua de Sinais, não perca a oportunidade. 

Abraços!

Dicas de Carreira: Lidar com a Raiva no Trabalho

Segunda-feira é dia de encarar o trabalho! Pode ser que tem que fazer atividades que não gosta, trabalhar com quem não se tem afinidade ou simplesmente não suporta ou até mesmo que não concorda com a conduta daquele colega mala sem alça. Tudo que mencionei acima, aplica-se a mim atualmente. Isso mesmo, de tudo um pouco ou de tudo um muito. Diante disso, pesquisei na internet artigos sobre os problemas e achei um interessante. Sei que ler o artigo não vai mudar muita coisa para mim e nem para você, mas pensar diferente já é um passo dado. Segue na íntegra o artigo encontrado no seguinte endereço: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/08/15/958592/5-dicas-lidar-com-raiva-no-trabalho.html:
Todas as pessoas passam por momentos de raiva no trabalho. Isso pode acontecer por conta de uma frustração, um colega de trabalho irritante, ou um prazo de meta que não foi cumprido. Seja qual for o motivo, o importante é não alimentar esse sentimento ou distribuí-lo com reações exageradas, comentários desnecessários e mais desentendimentos. Manter essa postura equilibrada por ser muito difícil, especialmente quando a situação estressante continua no trabalho.
Confira a seguir as dicas para que você consiga lidar com a raiva no trabalho de maneira equilibrada e saudável, preservando seus relacionamentos e imagem profissional:
 

1. Respire fundo

Atitudes simples fazem uma grande diferença quando você está com raiva ou estressado. Antes de tomar uma decisão precipitada ou responder um e-mail malcriado, respire fundo. Você pode fazer isso sentado em sua cadeira com os olhos fechados ou no banheiro para ter mais privacidade e tranquilidade. O importante é se concentrar em sua respiração e deixar todas as preocupações de lado por pelo menos cinco minutos. Lave o rosto, tire qualquer coisa apertada, como um relógio ou outro acessório e aproveite o tempinho para relaxar.
 

2. Caminhe

Se você perceber que sua raiva está realmente aumentando ou está com dificuldades para voltar ao equilíbrio, tire dez minutos de intervalo para caminhar. O destino e distância são irrelevantes, o que importa é que você mude seu humor.
 

3. Mude de perspectiva

Quando estamos no meio de um problema que nos deixa nervosos é comum ter dificuldades de concentração e produtividade. Para transformar essa situação você precisa mudar de perspectiva. Respire profundamente, contando suas inspirações de olhos fechados, e imagine a pessoa ou problema a partir de outro ponto de vista. Isso pode ajudar você a encontrar novas soluções e a refrescar os pensamentos.
 

4. Sorria

Pode parecer inútil, mas sorrir ajuda você a surpreender seu próprio corpo. Pense em coisas que trazem felicidade, como seus amigos ou lembranças boas e concentre-se nelas para conseguir sorrir. Isso ajuda você a aliviar o estresse, baixar a pressão sanguínea e a preservar o sistema imunológico.
 

5. Converse sobre isso

Quando algo chateia você no trabalho é importante que você compartilhe esse sentimento com outra pessoa, como um companheiro ou amigo de confiança. Desabafar é algo que todo ser humano precisa fazer, seja qual for o tamanho do problema. Guardar esse sentimento por muito tempo pode desencadear reações inesperadas e desnecessárias, que irão contribuir ainda mais para que a dificuldade aumente.

Dica/ Item de Desejo: Trench Coat

A dica de moda de hoje é também um item de desejo. Quero por quero um, e assim indico a todos que querem fazer bonito no inverno. 

É verdade que aqui no Brasil, e boa parte o inverno passa quase despercebido, mas mesmo assim se o frio “bater” o uso está liberado e você nem vai parecer o “esquisitão”. Mas se na sua região faz muito calor, quando for viajar para um lugar mais frio o uso está liberado, inclusive para as mulheres.

As mulheres podem usar com vestido, saia, calça alfaiataria e até com Jeans e arrematar com tênis, salto e bota. Os homens eu indico também com calça alfaiataria, jeans, camiseta, camisa, gravata e cachecol e nos pés tênis (de bom gosto), chelsea boot (botas), e sapato social, quem sabe…
“Olhaí” que legal:


Espero que tenham gostado do post, e fico por aqui relembrando meu instagram: @thiagoperne e meu twitter @thipernebrasil e @trendtudo.

Blog: Amanhã Vou assim!

Bom dia,
Para quem gosta de ver inspirações para moda, não posso deixar de indicar o blog “Amanhã Vou Assim” da Lílian Lemos Machado que pode ser acessado clicando aqui.
Tudo começou no instagram, que foi onde a conheci. E ela sempre vem postando os “looks” que ela vê na internet ou em catálogos de moda e anuncia que no dia seguinte ela usará algo semelhante, ou que conseguiu comprar ou que procurou adaptar algo que ela já tinha em casa. Olha aí um pedacinho da página do Blog.
Uma coisa que não contei é que para visualizar o “blog” é necessário se cadastrar primeiro, informando dados como nome e e-mail por exemplo. É rápido e fácil. Seria tipo uma rede social ou comunidade de moda, ainda não sei explicar bem.
Mas é muito legal! Vale a pena.
Parabéns Lilian! Sucesso!

Belo Horizonte: Capital Inclusiva

Olha que notícia legal que recebi de um colega surdo do Pará. Valeu Davison!

As mãos que “falam” e tentam se fazer entender são de Laís Drumond. A atriz de 29 anos, surda desde o nascimento e filha de pais ouvintes, não se intimida em buscar informações, andar de ônibus, recorrer à Justiça ou abrir conta em banco. Mas nem sempre essas tarefas que fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas são tão simples para Laís. Assim como ela, muitos surdos voltam para casa em Belo Horizonte frustrados ao buscar de atendimento por não conseguirem se comunicar com os ouvintes. Isso porque, além da dificuldade de audição, muitos têm o desenvolvimento da fala afetado, e sem o acompanhamento de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) não conseguem ser entendidos.

Mesmo depois de 11 anos de oficialização do método, a primeira língua para surdos, quem convive com a deficiência relata os muitos desafios ainda a vencer. Na capital, são 4.557 pessoas surdas e 107.046 com alguma deficiência auditiva, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, representam 4,5% da população da cidade.

A falta de compreensão sobre a língua do deficiente auditivo se repete a cada esquina em que ele precisa sair do seu mundo silencioso e trocar informações. O Estado de Minas foi às ruas com Laís Drumond para testar atendimentos e constatou as dificuldades enfrentadas no comércio, em órgãos públicos estaduais e municipais e na Polícia Militar. O problema é o mesmo: não há pessoas com conhecimento em Libras para atender deficientes auditivos.

A ausência de intérpretes começou na primeira parada: a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Praça Sete, onde Laís pediu informações a uma funcionária sobre emissão de certidão de nascimento. “A funcionária tentou sinalizar, mas ficou nervosa e sorrindo, ao contrário da expressão facial firme, que o surdo precisa para entender uma mensagem. Por fim, ela disse que era difícil, que não me entendia”, relatou Laís.

Segundo a atriz, a atendente ainda arriscou com o sinal de “nascer””em Libras, mas não sinalizou a palavra documento nem soube explicar o valor e o procedimento necessário para emissão. A “conversa” terminou em papel e caneta. “Todos os dias, eu e meu marido chegamos com pilhas de papéis em casa, como todos os surdos”, reclama. Segundo o coordenador da unidade, Eliel Benites, os funcionários da recepção e do serviço Posso Ajudar estão recebendo treinamento uma vez por semana, há cerca de três meses. Ele fala dos avanços, mas reconhece: “Ainda estamos em fase inicial”.

No terminal rodoviário, não foi diferente. O teste foi feito nos guichês de duas empresas de viagens, mas em ambos houve decepção. Na primeira, o pedido era para uma passagem com destino a Niterói (RJ). Poderia ter sido qualquer trecho que Laís não teria sido atendida, já que a funcionária foi clara. “Eu não te entendo”, disse em meio a risos. Ela tentou ser solícita e pediu que a atriz escrevesse seu pedido. Só assim houve comunicação. No segundo caso, Laís afirmou que não sabia escrever. Desse modo, mesmo tendo sinalizado para três funcionários sua intenção de comprar um bilhete para São Paulo, não houve sucesso na tentativa. Ela foi encaminhada ao setor de informações da rodoviária, onde também não havia intérpretes.

O teste para fazer uma simples compra acabou em transtorno também. Imagine explicar ao vendedor o desejo de comprar um sapato vermelho, de salto alto, pago em quatro vezes no cartão e sem juros. Mesmo com todo o esforço do atendente Janiel Salvador, de 22 anos, em acertar na cor, a forma de pagamento não foi compreendida. “Ela é esperta. Se comunica bem. Mas não entendo a linguagem dos surdos”, disse Janiel. O gerente da loja, Geovane Gonçalves, reconhece o problema: “Talvez seja a hora de buscar a capacitação”.

Dados do IBGE indicam que dos 4.179 surdos de BH com idade acima de 10 anos, 35,2% se enquadram na faixa etária de rendimento entre um e cinco salários mínimos, o que representa o maior percentual. Outros 28,2% recebem até um salário e 10,6% ganham acima de cinco salários. Segundo a demógrafa do instituto Luciene Longo, “a distribuição de renda entre os surdos se encaixa na da população ouvinte”. Laís lembra que investir na capacitação de funcionários no comércio pode representar um diferencial. “Se uma loja tem alguém que entende Libras ela vira referência entre os surdos”.

POLÍCIA MILITAR

Uma experiência positiva surpreendeu Laís em sua luta diária. Ao pedir uma informação a um militar no Centro da capital, ela foi prontamente atendida pelo soldado João Luiz Chagas, da 6ª Cia. do 1º BPM, que estuda comunicação assistiva na PUC Minas. “Foi a única situação em que me senti bem, porque pude me comunicar sem dificuldade”, disse a atriz. O interesse do soldado pelo curso surgiu da demanda diária da população deficiente. “Tenho contato com cegos, surdos e pessoas com deficiência física. Preciso estar preparado para atendê-los”.

Mas chamar a polícia é um problema para os surdos. A queixa é sobre a falta de intérpretes e atendimento por telefone. “Nos comunicamos por mensagem de celular. Aí, eles retornam a ligação. Do que adianta?”, cobra Laís. O chefe da Sala de Imprensa da PM, major Gilmar Luciano Santos, informou que policiais não têm formação em Libras, à exceção dos militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). A capacitação estava prevista, segundo ele, no pacote de cursos que serão ministrados aos policiais até a Copa das Confederações.