O Boticário e a sua Beleza que Inclui

Boticário fala sobre a importância da inclusão e acessibilidade para seus funcionários e consumidores

Nos seus mais de 40 anos de história, O Boticário tem buscado alternativas para incluir pessoas com deficiência, de diferentes tipos e características, dentro e fora da empresa. A constante busca por soluções para que todos tenham acesso às experiências únicas é parte do jeito Boticário de abraçar e incluir a todos, mostrando que existe beleza, também nas diferenças.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de ¼ da população brasileira tem algum tipo de deficiência e 8% têm alguma deficiência severa. Antes mesmo da regulamentação da lei de inclusão, que entrou em vigor no país em 2015, O Boticário já contava com um time formado por colaboradores, força de vendas, institutos de pesquisas, além de pessoas com deficiência, para discutir e gerar soluções viáveis a partir de experiências e histórias reais. O Departamento Imersivo sobre Negócios Sociais do Grupo Boticário, em São José dos Pinhais (PR), é um fórum permanente para garantir a expansão dessas soluções. Ivan Kuhl, um dos colaboradores da empresa, que é deficiente visual, estimulou a companhia a desenvolver uma solução tecnológica específica para adaptá-lo ao trabalho no escritório corporativo. O profissional, que está no Grupo Boticário há cinco anos na área de Gestão de Patrocínios, consegue responder aos e-mails por meio de um software que lê e repassa por áudio as informações que aparecem no monitor. Além disso, a empresa sempre providenciou documentos com acessibilidade para ampliar o seu acesso aos conteúdos. “Participei de todos os processos na minha área e nunca fui tratado de forma diferente por ninguém na companhia. E com a minha vivência, também ajudo o Grupo em questões relacionadas ao tema, opinando sobre o que funciona ou não para pessoas com visão limitada”, completa.  

Seguindo o lema das pessoas com deficiência, “nada sobre nós, sem nós”, que significa que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência deverá ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência, Ivan não só opina como também cria. À exemplo disso é o catálogo que os revendedores utilizam, totalmente acessível e com a curadoria do Ivan. Por meio de um QR Code, que ao ser escaneado, abre a versão online do catálogo, é feita a leitura dos textos e descrição de imagens repassando as informações através de áudio. “Coloquei a mão na massa e fomos observando junto com o time todos os pontos em que poderíamos melhorar o catálogo, afinal a venda direta também chega ao público deficiente e é importante que as revendedoras também tenham esse material”, completa Ivan. 
Na área de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos, já existem inúmeras iniciativas relacionadas à acessibilidade, como por exemplo extensores, formas diferentes de aplicação dos produtos e tecnologias assistivas que facilitem a interação do consumidor com deficiência com os produtos do Boticário.  Desde a criação de um novo design, fórmulas, passando por tecnologias até os produtos chegarem nas lojas.  
Outras soluções como etiquetas sensoriais, que diferenciam as embalagens, também facilitam a experiência dentro de loja.  “É uma iniciativa importante que surgiu com a proximidade da marca no dia a dia das pessoas com deficiência. Notamos que eles marcavam os produtos com fita adesiva para conseguir diferenciá-los e identificamos que isso seria um recurso simples, mas efetivo para quem tem a visão reduzida”, comenta Alexandre Bouza, diretor de marketing da marca.   

De dentro para fora
Diversidade e inclusão começam dentro das lojas: todos os treinamentos feitos para as revendedoras e consultoras são pautados no respeito, empatia e amor ao próximo, prezando por sempre se colocar no lugar do outro na hora do atendimento. Isso incluí na didática pautas sobre Libras, clientes ocultos em todos os pontos de vendas do Brasil para avaliar se os atendimentos estão seguindo as orientações. 
Esse movimento não está restrito aos espaços físicos. O Boticário passou a utilizar nas legendas das fotos do Instagram e Fanpage da marca o recurso #paracegover onde há a descrição detalhada do que contém na imagem que ilustra o post, atualmente, inclusive, já alterou a mesma para #ParaTodosVerem, atingindo assim outros tipos de deficiência visual. No Youtube, por exemplo, os vídeos do canal Desejos de Make são divulgados com áudio-descrição, libras e por conta da enorme procura, foi criado, inclusive, um canal só para surdos e deficientes visuais, onde todos os vídeos são produzidos em libras e com áudio-descrição. O e-commerce da marca também conta com todos os recursos para uma melhor visualização e navegação. 
“Investimos em treinamentos e em soluções que levem cada vez mais experiências diferenciadas ao nosso público e que quebrem as barreiras de comunicação. Graças aos feedbacks que recebemos dos nossos colaboradores surdos, que participam ativamente dando opiniões sobre os conteúdos  que criamos, entendemos, por exemplo, que deveríamos substituir um avatar de tradução em libras pela tradução humanizada. Nas nossas lojas próprias temos o programa #todabeleza que objetiva promover o debate sobre a diversidade no varejo e contribuir para a ampliação do perfil da força de vendas, incluindo o estímulo à contratação de pessoas com deficiência para os postos de atendimento em lojas. Com isso, queremos estimular outras empresas a seguirem esse objetivo de serem cada vez mais inclusivas”, completa Bouza.  

Publicidade inclusiva 
Apesar dos avanços, a publicidade ainda peca quando o assunto é representatividade. Quando se trata de acessibilidade o problema é ainda maior. O Boticário trabalha para cada vez mais garantir a inclusão dessas pessoas em suas campanhas. Em um dos filmes mais recentes, de Nativa Spa Karité, por exemplo, o elenco contava com uma cadeirante e no de Dia das Mães, um menino com Síndrome de Down e no Natal de 2018 um menino surdo.     

Sobre O Boticário   O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos, unidade de negócios do Grupo Boticário. Inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), a marca tem a maior rede franqueada de cosméticos do país com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais.Comprometido com a beleza das pessoas e do planeta, O Boticário não realiza testes em animais e investe na melhoria contínua de produtos e processos para torná-los cada vez mais sustentáveis. O programa de logística reversa da marca, o Boti Recicla, é um dos maiores do país em pontos de coleta – em todas as lojas os consumidores podem devolver as embalagens vazias, que são encaminhadas para a reciclagem correta. Outro exemplo de cuidado em toda a cadeia é a fábrica de cosméticos de Camaçari (BA), a primeira do segmento a receber o certificado LEED de construção sustentável no Brasil

Uma só cor

Sempre que falo de moda, gosto de deixar bem claro o real significado da palavra, e de fato acredito fortemente que é bem mais de seguir tendências. Moda para mim, é poder me vestir e sentir bonito, bem valorizado, limpo e confortável. Sei que conforto, por exemplo é bem relativo e varia de pessoa para pessoa. Mas ao mesmo tempo que posso escolher algo que me agrada, eu também posso valorizar os atributos do meu corpo. E pensando em leveza, modernidade e até ousadia, que tal aderir hoje mesmo a moda monocromática, ou de uma só cor? Busquei nas redes sociais da galera que sabe fazer bonito e aderiu a moda. Vamos as inspirações?
Aí está a consultora de Chaiane da Luz (@chai_luz), combinou saia e blusa da mesma cor. Arrematou ainda com Sandália e Clutch.
Olha a maravilhosa Jacy (@jacymenezesplus), que encontrou uma camiseta de veluda e calça de cetim da mesma cor.
A Bárbara Perino (@Barbarapperino), de São Paulo lacrou ao aderir ao azul denim e fechou o look com sapato vinho.
Renata Valério (@renata_valerio) de Manaus, também se jogou na cor azul.

Tom sobre tom

De acordo com o Guia Estilo Masculino: No contexto da moda o monocromático pode ser uma cor e no máximo uma variação pequena de tom, mas também pode-se (e deve) contrastar cores de uma mesma paleta, ou seja o tom sobre tom.
A graciosa consultora de moda de Brasilia Lilian Lemos (@lilianlemosmachado), escolheu tons próximos do Lilás na calça, camisa e bolsa. Já a sandália que tal um tom mais escuro?
Já a Gabi (@gabialmeidaconsultoria) ganhou nota 10, ao optar por vários tons de cinza. Elegância define!
Mas Thiago, talvez vocês me perguntem: E os meninos podem? A resposta é sim! E no próximo post trago para vocês este tipo de inspirações.

Shopping Flamboyant é reconhecido pela alta empregabilidade de surdos

Gente olha que legal: O Shopping Flamboyant do Grupo Flamboyant daqui de Goiânia, acaba de ser reconhecido por integrar as pessoas com deficiência auditiva no mercado de trabalho.

Foto: Amdasgo

Vejam o release, que a galerinha da Fato Mais, me mandou:

Por seu comprometimento de não apenas empregar, mas realizar a integração de pessoas portadoras de deficiência no ambiente de trabalho, o Flamboyant Shopping Center foi homenageado ontem, dia 14 de maio, na Assembleia Legislativa de Goiás, numa premiação promovida pela Associação das Mulheres Deficientes Auditivas e Surdas de Goiás -– Amdasgo, em parceira com o Ministério Público do Trabalho, entidades, ativistas da causa e parlamentares da Alego. A premiação encerrou a programação da 1ª Conferência sobre Empregabilidade da Pessoa com Deficiência Auditiva. O shopping emprega várias pessoas com deficiência, em sua maioria pessoas com deficiência auditiva. O compromisso assumido pelo empreendimento vai além de cumprir cotas estabelecidas por lei, mas inclui projetos para acolher e inserir as pessoas com deficiência de maneira adequada e em contato com a sociedade. Entre os projetos internos, destaque para o Coral de Libras e a Oficina de Libras Humanizadas. O primeiro tem a missão de estimular a expressão dos colaboradores através da arte, promovendo apresentações musicais. Já na Oficina de Libras Humanizadas os próprios deficientes auditivos assumem o papel de multiplicadores, ensinando a diferentes níveis hierárquicos da empresa como se comunicar através da Língua Brasileira de Sinais. São ensinados desde o básico, como cumprimentar o colega, até a explicação dos valores da empresa em Libras, capacitando as equipes para atuar no atendimento ao público ou mesmo fornecer informações rápidas.

Resultados

Para ampliar a participação dentro do quadro de colaboradores, este ano, os projetos estão menos formais. As aulas têm duração de 1h e serão realizadas com mais frequência no decorrer do ano, pois antes, os cursos tinham carga horária de 60h. Um detalhe muito valorizado pela empresa é que os próprios colaboradores com deficiência auditiva se voluntariam para ministrarem as aulas e também por ajudar a receber novos colaboradores com deficiência. “Esses formatos além de aproximar, quebram barreiras mostrando que independente da função desempenhada, todos podem ensinar, aprender ou contribuir positivamente com uma organização mais inclusiva e acolhedora”, define a gerente de Gestão com Pessoas, Marcella Mota, ao explicar que a inscrição nos projetos é voluntária, tanto para quem irá ministrar as aulas quanto para quem quer aprender, que também inclui trabalhadores sem deficiência, e destaca que a adesão é sempre muito positiva de toda equipe. A partir dos projetos, outra característica observada é a resposta da comunidade que de alguma forma está inserida no universo de pessoas com deficiência. “

Foto: Amdasgo

O shopping passa a ser o local de lazer das famílias que têm membros com deficiência, a escolha de quem se organiza através de associações e especificamente no caso das pessoas com deficiência auditiva, percebemos que oferecemos uma recepção calorosa e adequada sempre que precisam de alguma informação ou auxílio”, explica o superintendente do Flamboyant Shopping, João Ricardo Gusmão Ladeia. Entre tantos benefícios há ainda, a baixa rotatividade de funcionários portadores de necessidades especiais. A auxiliar de conservação e limpeza Magna da Silva e Souza está entre os colaboradores que exemplificam essa realidade. Com 51 anos de idade, sendo quase doze anos de empresa, Magna é uma das participantes do coral, que este ano, será  presenteado com uma composição que homenageia o shopping em Libras. A gerente de Gestão com Pessoas destaca que a baixa rotatividade acontece porque há um incentivo e valorização aos colaboradores com deficiências. Sempre que há uma palestra, um treinamento ou mesmo um evento festivo, pensamos nas necessidades de cada um e como fazer com que a mensagem chegue da mesma forma para todos. “A nossa responsabilidade social não está somente no ato de oferecer um posto de trabalho, mas sim integrar e acolher”, afirma Marcella Mota. 

Parabéns ao todo Grupo Flamboyant! Já precisamos de mais engajamento da sociedade neste sentido, e vocês são um exemplo. Como surdo me sinto super bem representado, obrigado!

Médico do SUS garante a Inclusão de um Casal de surdos ao atendê-los em Libras

A internet divulgou nos quatros cantos a história do médico carioca Frederico Nicário (@fredinacio) que nos surpreendeu ao aparecer atendendo um casal de surdos em Libras (Língua Brasileira de Sinais). 

Fred, é médico no Rio de Janeiro. Imagem: Reprodução @fredinacio/ Instagram

Ainda não tínhamos falado, mas finalmente chegou a nossa vez de falar sobre, e para compensar a demora, trouxe para vocês uma entrevista exclusiva e também uma mensagem especial em Libras que o Fred fez especialmente para nós. 

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Fred, por que você escolheu a medicina? 

Sempre quis ajudar o próximo e escolhi a medicina para poder exercer em totalidade o amor que cura. 

Foi difícil chegar até aqui? Pensou em desistir em algum momento?

Sim, até por quê existem muitos preconceitos quanto a ser negro. Mas todos esses eu resisto para que possamos existir! É uma grande luta e barreiras diárias a serem transpostas.

Posso ter pensado, mas escolhi perseverar, pois era a única chance que eu tinha de dar certo na vida.

E sobre a Língua de Sinais, como aprendeu e o que significou para conseguir fazer um atendimento com o casal de surdos? 

Eu aprendi quando era adolescente na igreja, e me aprimorarei na faculdade UNIG – Itaperuna, que foi onde me formei. Conseguir atender em Libras um casal de surdos foi muito gratificante, e fiquei muito feliz. 

É muito bom poder ser instrumento de Deus para mudar a vida de pessoas. Falta muito amor e empatia no mundo. Seguimos firmes. Representatividade, acessibilidade e inclusão! 

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Sobre o atendimento do casal dos surdos: 

Casal de surdos que foi atendido em Libras. Imagem: Reprodução @fredinacio/ Instagram.

     – Hoje fui surpreendido no meu plantão do SUS. Um casal de pacientes com deficiência auditiva veio se consultar. Ao entrar, ela já foi logo demonstrando que não era ouvinte. Eu não sou fluente, mas sei um pouco de Libras, e comecei a estabelecer o primeiro contato. Foi incrível ver nos olhos deles o brilho e a expressão de felicidade ao ver que o médico do lado de cá estava literalmente entendendo a sua dor. 

Relatou Fred sobre o que aconteceu em seu perfil do Instagram.

Fred, quero agradecê-lo por nao ter desistido de fazer parte de um mundo mais justo e inclusivo. Como surdo, me sinto honrado em ter um ser humano como você que procura nos representar e nos incluir. 

Obrigado também pelo carinho e atenção e por ter respondido todas nossas perguntas. Continue assim. 

Muito amor, paz e sucesso em sua vida!

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Los Copihues – A trilha inclusiva no Chile

A Conaf – Corporación Nacional Forestal , do Chile acaba de inaugurar a primeira parte de uma trilha inclusiva na região Cerro Ñielol, em Temuco, 100% natural. E olha que legal, o trajeto vai permitir que pessoas com deficiência visual e física possam aproveitar mais a natureza.

Imagem: Reprodução/GO Outside

A trilha foi batizada de chamada “Los Copihues”, em referência ao copihue (Lapageria rosea), a flor nacional do Chile. De acordo com o CONAF a trilha tem a proposta de servir como uma “terapia florestal”, onde os indivíduos podem tocar as cascas das árvores, as texturas das folhas, sentir o silêncio que a natureza proporciona, mas também o canto dos pássaros.
Parque Nacional de Turismo Cerro Ñielol fica a 670 km ao sul da cidade de Santiago.

Nesta semana, participantes da Casa da Inclusão do Município de Freire percorreram os primeiros 200 metros da trilha inclusiva. A trilha está localizada ao lado do estacionamento do parque. O acesso é gratuito a pessoas com deficiência e seus acompanhantes

Parque Nacional de Turismo Cerro Ñielol fica a 670 km ao sul da cidade de Santiago.

Segundo o diretor do CONAF Araucanía, Julio Figueroa, a ideia é replicar a iniciativa em outras regiões do país. “Por enquanto, temos cinco trilhas inclusivas, três neste Monumento Natural, outra no Parque Nacional de Huerquehue e a última no Parque Nacional de Tolhuaca.” Arrasou!

Os surdos destinados ao “Inferno da fala”

A confusão atordoa os olhos, braços giram qual moinhos de vento num furacão […] A regra era que todas as comunicações fossem orais. Nosso jargão de sinais, obviamente, era proibido. […] Mas aquela regra não podia ser imposta sem a presença dos funcionários da escola. O que estou descrevendo não é o modo como falávamos, e sim como conversávamos entre nós quando nenhuma pessoa ouvinte estava presente. Nesses momentos, nosso comportamento e nossa conversa eram muito diferentes. Relaxávamos as inibições, não usávamos máscara.”

Surdo aos oito anos, o menino David Wright escreveu sua rotina na Northampton School, uma escola especial da Inglaterra. “Uma das implacavelmente dedicadas, mas equivocadas, escolas ‘orais’, que se preocupam sobretudo em fazer os surdos falar como as outras crianças e que causaram muitos danos a indivíduos com surdez pré-linguística desde o princípio”, nas palavras do neurologista Oliver Sacks.

No livro “Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos”, Sacks conta como a proibição quase doentiamente feroz, “soberba”, à língua de sinais desenvolvida pelas próprias crianças surdas na escola retardava seu desenvolvimento. O objetivo das escolas era nobre: desenvolver aquelas crianças. O problema foi a imposição da ferramenta, com uma total cegueira para suas próprias capacidades: vocês precisam falar a nossa língua.

Foi de um abade, Charles-Michel de l’Epée, que veio uma transformação significativa: ele percebeu como os surdos pobres que vagavam por Paris se viravam bem usando uma língua de sinais nativa. E foi criando um sistema de sinais – uma combinação da língua de sinais nativa com a gramática francesa traduzida em sinais – e sua escola, fundada em 1755, permitiram pela primeira vez que alunos surdos lessem e escrevessem em francês e, assim, pudessem aprender.

Enquanto ensinar o surdo a falar exigia um professor dedicado a um único aluno, por muitos e muitos anos, e criava, na melhor das hipóteses, um analfabeto funcional, o abade conseguia educar alunos às centenas com seu método em pouco tempo.

A realidade foi mudando e a então linguagem de sinais podia ser aprendida rapidamente e restando tempo para a educação tradicional, permitindo que eles chegassem a um nível de instrução equiparável ao dos ouvintes. L’Epée tinha um objetivo prático: ele não tolerava a ideia de os surdos morrerem sem conseguir se confessar. E sua vitória veio do fato de, com base nesse propósito, encarar os surdos e a sua linguagem não com desprezo, mas com reverência.

A história, o progresso e a tecnologia chegaram. Existem até leis que nos ensinam e favorecem a inclusão dos surdos, e que hojepodemos aprendermos que os surdos podemos de fato devem sair do “inferno” solitário do mundo opressivo de ter que ouvir e falar.

Ainda assim, mas ainda há profissionais que insistem que os surdos devem falar e não serem felizes. Ainda há empresas que não seguem as leis e não garantem interpretes ou no mínimo dignidade para seus funcionários e clientes. Até quando nesse inferno?

Teste: 6 meses com o o chip Correios – REPROVADO!

Ano passado insatisfeito com meu plano CLARO, resolvi migrar para os Correios.

Imagem: Reprodução

E 6 meses se passaram e venho os contar que em poucas palavras: Eu não gostei! E já voltei para a Claro. Ainda assim, confira abaixo os pontos a considerar:

Correios+

Trabalho na empresa a 12 anos, e naquela ocasião os planos me pareceram ser vantajosos. Um ponto de destaque era que direto haviam promoções razoáveis, e a facilidade de colocar créditos direto no app, que transparentemente também contava com relatório de dados diários gastos, por exemplo.

E o fato que não cortam a internet se o dados acabarem, é muito bom, porém é importante mencionar que nem tudo funciona com a velocidade disponibilizada.

Correios-

Sobre os pontos negativos, começo com o atendimento via Whatsapp, que tinha glorificado a 6 meses atrás pela acessibilidade, é demorado, tem muitas falhas e em geral é mediano, infelizmente. Além disso, o que me deixou bastante revoltado e até um tanto ofendido, é a péssima cobertura (a mesma da TIM), e falhas de rede dentro de Goiânia, em vários pontos, quase todos os dias.

Saiba mais, no post da Proteste sobre o assunto:

Compare com os planos de outras operadoras de um outro site:

https://melhorplano.net/blog/internet-correios-celular/

Leia o post que fiz quando migrei para essa operadora:

Mais Inclusão: Os Desejos de Make e o Boticário em Libras!

A Plataforma de vídeos de maquiagem do Boticário acaba de ganhar versão acessível em Libras

Se tem algo que podemos dizer que é democrático é a maquiagem. Você usa para se sentir bonita, para realçar o que você tem de melhor, para esconder detalhes que não te agradam ou pode não usar nada também e continuar se amando – o poder de escolha é todo seu!

O Boticário é uma marca que preza por conversar com todos os públicos e respeita o que cada um traz de diferente, afinal, é isso que faz cada consumidor ser único. Pensando em tudo isso, a marca viu a oportunidade de criar conteúdos exclusivos e acessíveis para uma galera que também ama make, mas que nem sempre conseguia absorver tudo que já existia no canal da marca – o Desejos de Make. Agora o show da vez é que nós surdos e deficientes auditivos e também deficientes visuais têm um canal dedicado para produzir vídeos e tutoriais de beleza com audiodescrição, legenda e intérprete de libras, de modo possam aproveitar todos os detalhes da plataforma.


Os conteúdos do canal Desejos de Make contam agora com audiodescrição, legenda e intérprete de libras para ensinar o passo a passo de maquiagem.

A versão acessível já está disponível e traz maquiagens inspiradas nas principais dúvidas do público. A pré-estreia da plataforma contou com a influenciadora Tainá Borges, deficiente auditiva, que fez um tutorial em libras. Além disso, a convidada explicou sobre a importância da inclusão nas plataformas digitais.
“Nossa intenção não é diferenciar os canais. O Boticário acredita na beleza das relações, valoriza e respeita a diversidade. Damos condições para que todas as pessoas tenham acesso aos mesmos direitos e oportunidades, independentemente de gênero, identidade de gênero, idade, religião, condição física, estado civil, nacionalidade, convicção política ou condição sexual”, comenta Cathyelle Schroeder, gerente de Branding e Mídia da marca. Quer conferir o canal?
https://www.youtube.com/channel/UCl6U2jxSMaL8ZObjKy1MIBw

Sobre O Boticário:
O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos, do Grupo Boticário e foi inaugurada em 1977. Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais, e conta atualmente com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados.

Release: O Boticário Goiás – FatoMais Comunicação

Veja também:

Estou ficando surdo, e agora?

Conforme já falamos por aqui, a audição, de modo semelhante aos demais sentidos, com o passar do tempo, se desgasta, perdendo a sua eficiência.

Dessa maneira, assim como muitas pessoas precisam começar a usar óculos em uma determinada idade, o mesmo pode ser preciso em relação aos ouvidos. Nesse caso, é necessário usar um aparelho auditivo, que hoje em dia, é bem pequeno e discreto, e que fica parte atrás da orelha ou inserido no canal auditivo. A sua função é a de amplificar os sons, de maneira a facilitar o entendimento de quem tem perda auditiva.

Foto: Reprodução da Internet

Para tanto, o aparelho auditivo é constituído de microfone, amplificador de som e auto falante. E mesmo que seja mais comum conhecer pessoas com idade avançada que usam o aparelho, ele pode ser uma necessidade para pessoas de todas as idades.

Afinal, não é só o envelhecimento que causa a perda auditiva. E para saber se você precisa de um aparelho auditivo, o mais adequado é buscar ajuda médica. É o otorrinolaringologista o especialista que está apto a realizar os exames de audição necessários.

Entre eles, o audiograma ou audiometria, que identifica o grau de surdez do paciente. Ou seja, há diferentes tipos de perda auditiva, variando de leve a profunda. Esse fator, além do perfil da pessoa e dos seus hábitos diários, contribui para a escolha do melhor aparelho auditivo para cada um.

Causas da perda auditiva

Por conta do envelhecimento, é possível que ocorra o desgaste do sistema auditivo, uma das razões de ter que usar o aparelho auditivo. No entanto, existem situações e doenças que podem levar a graus distintos de surdez.

Entre as causas da perda auditiva, portanto, é possível citar a otite crônica, que pode levar ao problema, bem como a otosclerose. Esse quadro se caracteriza pela formação anormal das estruturas do ouvido, responsável pela perda progressiva da audição.

Traumatismos podem afetar o ouvido de maneira semelhante. Além disso, um fator bastante presente em pessoas jovens, atualmente, é o excesso de ruídos, em decorrência do hábito de ouvir música muito alta com fones de ouvido. Isso pode danificar as células do ouvido.

No entanto, existem atividades profissionais que provocam o mesmo problema. Já quando a causa da perda auditiva é o envelhecimento, o problema recebe o nome de presbiacusia, que se refere à degeneração das células do ouvido.

Por fim, o tumor é mais uma das causas de perda da audição. Por isso, sempre que for percebido algum grau de surdez, por menor que seja, é recomendado que se consulte com um otorrinolaringologista. Caso ele indique o uso de aparelho, então, segue-se para um fonoaudiólogo, uma vez que é esse especialista o responsável por indicar o tipo de aparelho. Esse profissional também ajuda o paciente a se adaptar ao aparelho.

Saiba mais: Centro Auditivo Viver: Como Saber se preciso de um aparelho auditivo.

Veja também: Os surdos que “só escutam quando querem“.