Diário do Perné – 008: Representatividade da Sueli, a personagem surda da Turma da Mônica

Tenho sempre dito que a discriminação já sofrida por mim e por tantas outras pessoas com deficiência tem sido um empecilho para transformação social e progresso da sociedade como um todo. Dito isso, é importante o combate ao preconceito e a falta de informação, e eu como surdo e digno de respeito trago esse espaço para reafirmar a importância de se impor e lutar também pela representatividade.

No caso dos surdos, a representatividade na mídia é fundamental para a sua inclusão, e recentemente trouxe um caso que encheu meu coração de alegria e esperança. Sim, é ela!

Sueli, a nova personagem da turminha da Mônica, que é surda e está em construção pela equipe de designs da Produção Mauricio de Sousa, ao saber disso, por meio da Way Comunicação, assessoria de imprensa responsável pela divulgação da nova personagem, enviei perguntas para a Sueli, mas como estava muito atarefada e envolvida com a “Surdolimpíadas”, coube ao próprio Mauricio de Sousa, criador da personagem, responder as perguntas. Vamos a entrevista?

Eu também sou surdo, e descobri minha perda mais ou menos com 10 anos, sempre gostei de ler e os gibis da Turma da Mônica tem um papel fundamental desde criança na minha vida. Fiquei super empolgado com a chegada da Sueli na turma. Como foi para a equipe a construção da personagem?

Temos aprendido muito sobre a diversidade da comunidade surda tanto com a organização dos jogos surdolímpicos, como com a equipe da Derdic,
instituição sem fins lucrativos, mantida pela Fundação São Paulo e
vinculada academicamente à PUC São Paulo. Entidade essa que atua na
educação, acessibilidade e empregabilidade de surdos, além de oferecer
atendimento clínico para pessoas de baixa renda com alterações de
audição, voz e linguagem. Temos tido uma resposta muito positiva,
principalmente de crianças surdas que se reconheceram na Sueli.

Que legal poder contar com uma instituição que entende a realidade dos surdos. No caso da Sueli, ela aprendeu Libras quando? Sua família já está formada, também se comunica em Libras?

Sueli ainda está em processo de construção, que é sempre complexo e
exige muito estudo e pesquisa. Tanto as características como o universo
da Sueli ainda estão em processo de elaboração. Inclusive tem grande
importância a reação dos leitores que também nos passam suas impressões
sobre a personagem.

Quais as dificuldades encontradas para trazer a personagem para a Turma da Monica? Qual o impacto da chegada de uma surda na escola na sociedade no âmbito do Bairro do Limoeiro?

Estamos ansiosos para esclarecer todas as questões sobre a Sueli, mas um dos desafios será representar a comunicação em Libras nos quadrinhos. A chegada da Sueli ao Bairro do Limoeiro e à escola com certeza serão temas de histórias em breve, bem como sua interação com a família.

Qual a mensagem que a Sueli e a Turma da Monica vai trazer para crianças surdas e ouvintes, fãs da turminha?

Esperamos que a mensagem da importância da inclusão e do respeito às
diferenças, além de levar mais conhecimento sobre a diversidade da
comunidade surda. Quem sabe as histórias da Sueli também despertem nas
crianças e adultos a vontade de aprender Libras?

Obrigado Mauricio de Souza e equipe por trazer voz as nossas mãos e som aos nossos ouvidos, estou muito feliz por ter representante na turma. Sucesso para todos e boas vindas Sueli.

Agradecimentos:
BETE FARIA NICASTRO | Diretora
bete@waycomunicacoes.com.br
(11) 3862-1586 * (11) 3862-0483 * (11) 99659-2111
WAY COMUNICAÇÕES | WWW.WAYCOMUNICACOES.COM.BR 

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Palavras registradas

Amo trazer histórias, e vocês sabem né?

Quem me acompanha por aqui entende a minha necessidade de trazer fatos, acontecimentos e desabafos. Em 9 anos de registrei bastante palavras de dor, de alegria, de fé e esperança.

Trouxe entrevistas, mas não tinha trazido ainda a história de alguém da minha família, e perdi essa, ou quase.

Gabriel, um conhecido, amigo da nossa família entrou na frente e registrou a entrevista da minha tia Joaninha, no qual vou reproduzir na integra por aqui, e quero convida-los a irem lá no site e estar por dentro de novidades do mundo da Libras. Eu amei cada cantinho.

“Joana Perné, de 53 anos, brasileira, goiana, formada em Letras Libras pela UFSC e atualmente professora de Libras no Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento das Pessoas com Surdez, CAS/Goiânia e surda oralizada.

     Joana, você é surda de nascença ou aconteceu algo depois?

  • –  Minha família tem perda auditiva hereditária (avô, pai, irmãos). Nossa perda veio com o passar do tempo. Quando eu tinha mais ou menos 5 anos de idade, minha mãe percebeu que eu não estava ouvindo. Ela me levou ao médico e descobriram que eu perderia a audição à medida que eu fosse ficando mais velha. Eu me lembro de com 12 ou 14 anos de idade falar ao telefone. Então desde pequena aprendi a falar e a fazer leitura labial, graças à incrível ajuda da minha mãe. A ajuda dela foi essencial no meu processo de aprendizagem escolar. Atualmente minha perda auditiva é considerada severa, cerca de 80%.

     Como você aprendeu Libras?

  • –  Depois de um tempo que me tornei Testemunha de Jeová, conheci o trabalho que elas faziam com os surdos. Com o tempo, passei a fazer parte deste grupo e foi lá que aprendi Libras.

     Como você se vê dentro da comunidade surda?

  • –  Como surda oralizada. Aceitei a identidade. Mas isso não foi desde o começo. Aprendi Libras quando já tinha uns 33 anos. Antes eu trabalhava como empregada doméstica, mas essa foi uma fase muito difícil por que não conseguia me comunicar direito com os meus patrões. Por não ouvir, eu fazia muito barulho ao limpar a casa, e isso os incomodava. Também não conseguia ouvir a campainha tocando ou o choro das crianças. Depois de um tempo, eu passei em um concurso como professora mas como não conseguia ouvir os alunos, o grupo gestor me colocou na Biblioteca. Eles eram gentis e amigáveis comigo, mas ainda assim era muito difícil o trabalho. O grande problema era a comunicação. Depois de um tempo, fiquei sabendo de uma escola especial que tinha alunos surdos e que precisava de uma professora. Embora resisti no começo, encarei o desafio e, ao mesmo tempo que lecionava, também aprendia Libras.

     Como é sua comunicação na família, no trabalho e no seu cotidiano?

  • –  Na minha família, nos comunicamos a maior parte do tempo através de leitura labial. Mas é claro que com meus familiares que sabem Libras ou os que são surdos, usamos os sinais. Visto que sou professora de Libras, no trabalho sempre uso a língua de sinais, e no meu cotidiano, na maioria das vezes, utilizo a Libras também.

     Tem algo que você deseja para o futuro da Libras e para o futuro dos surdos?

  • –  Posso dizer que hoje a língua de sinais é muito importante para mim. Meus familiares e meus amigos que sabem Libras me ajudaram muito no meu dia a dia. Por isso, desejo que a Libras seja reconhecida como língua pela sociedade, que todos os surdos possam desenvolver a comunicação através da Língua Brasileira de Sinais (L1) e que seus familiares também aprendam a Língua de Sinais.”

O site é o Libraria. Vamos conhecer?

Entrevista – Jéssica Carrijo

Depois de muitas Entrevistas já publicadas, hoje daremos continuidade a série com a primeira mulher surda.

E a nossa personagem é a Jéssica Carrijo, ela é forte, resiliente e super inteligente.

Ela natural de Mineiros, uma cidade do interior de Goiás. Região do Centro-Oeste do país.

Jéssica Carrijo – Foto: Arquivo Pessoal

A frente do tempo, e cheia de esperanças apesar de todas as dificuldades devido a perda auditiva, Jéssica se formou em Engenharia Civil e luta nas redes sociais por mais acessibilidade, inclusão e respeito a causa surda. Vamos conhecê-la?

  • Você nasceu surda?

Não, nasci ouvinte. Depois de um ano e seis meses de idade comecei a ter perda auditiva em ambos os ouvidos, após de um ano e oito meses de idade fui diagnosticada como surda profunda bilateral.

  • Como foi o processo de tratamento a surdez?

Fiz sessões de fonoaudiologia a partir dos 6 anos de idade, para poder melhorar a minha fala. Não gostava muito de ir, mas hoje entendo que era necessário, pois consigo oralizar minha família e amigos que não sabem Libras.

  • E a libras, quando começou a utiliza-la?

Eu tinha 5 anos de idade quando comecei aprender e descobrir que a Libras é a minha primeira língua, mas me comunicava apenas dentro da escola e não em casa, pois naquela época faltava esclarecimento sobre este tipo de comunicação.

  • Não deve ter sido fácil, e acho que muitos surdos, assim como eu sofrem por falta de informações. Você passou por algum tipo de preconceito?

Sim, já sofri preconceito por ser surda, por me achar incapaz, por me excluir e entre outras negatividades.

Pessoas preconceituosas nunca irão saber o que é sentir na pele de surdos quando sofrem pela realidade no meio da sociedade. Eu desejo muito que estas tenham mais empatia e sensibilidade aos próximo.

  • Ainda assim, você não desistiu. Como foi sua educação?

Me formei em Engenharia Civil e sou especializada em Tradução e Interpretação de Libras. Durante a graduação tive a ajuda de Intérpretes de Libras. Inclusive uma delas me acompanhou por 3 anos e meio, mas por conta da teve que ser substituída, e sofri, pois tive várias trocas de Intérpretes de Libras e sinto que isso me prejudicou muito.

Mas valeu a pena saber dessas experiências para conscientizar, aliás, aprendi muita coisa e sou a grata a Deus por ter concluída a graduação e por tudo que vive e aprendi.

  • Quais seus planos e sonhos para p futuro?

Quero viajar bastante, conhecer outras culturas no Brasil e no mundo. E também continuo estudando e buscando por mais igualdade e respeito para os surdos. E sei que o mundo vai ser melhor.

  • E o que você quer para o mundo hoje?

O que eu quero é que todas as pessoas tenham mais respeito e mais empatia aos próximo. Se todos pudesse aprender Libras, facilitaria muito a comunicação. Todos nós somos iguais, a diferença é a comunicação, mas há estratégia para que o mundo seja mais inclusivo. Então basta cada um aprender.

Obrigado pela disposição Jéssica, muito feliz por saber um pouco de sua história. Muitas bençãos e vitórias em sua vida, um grande abraço!

Leia também nossas outras entrevistas, por exemplo a arte da atriz Débora Olivieri, e o Plus Size de Lilian Machado.

Vamos combater o Bullying entre Nós!

O termo bullying refere-se  qualquer atitudes agressivas, físicas ou verbais, repetitivas e intencionais, exercidas por uma ou mais pessoas e que tenham o objetivo de intimidar ou agredir um indivíduo, causando nele dor e angústia. E Você sabia que segundo a UNICEF, uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é regularmente vítima de bullying na escola? E crianças abaixo dessa faixa etária e até adultos também passam por isso?

Por isso é necessário consciencializar a população para esta forma de violência e encontrar formas de preveni-las. E hoje, 7 de abril é o dia proposto para combater o bullying e a violência na escola, mas ninguém pode ficar de fora.

Dias atrás apresentei a vocês a leitura de um livro chamado “Entre silêncios e gestos”., que fala bastante sobre o assunto. Não viu? Veja aqui:

Dica de Leitura: “Entre silêncios e gestos” de Marcos Arthur.

Eu já tenho o meu exemplar, e iniciei a leitura na última semana. Mas ainda não havia publicado a conversa que tive com o Marcos, autor do livro, que também já sofreu muito bullying. vamos ao papo?

Qual a deficiência de Marcel? Já que teve “poliomielite”, assim como o autor, seria física?
Marcel Dantas Mascarenhas — o Tabó —, assim como eu, autor do livro, teve paralisia infantil (poliomielite), que atingiu sua perna direita. Eu falo um pouco sobre essa doença na página 38 e também sobre suas consequências.

Então, podemos dizer que o personagem foi inspirado na sua vida?
Muito do que aconteceu com Tabó aconteceu também comigo. Então sim, posso dizer que 60, 70% do livro é realidade que passei e o resto, ficção. 

Como a poliomielite o afetou, e como se inspirou para escrever a obra?
O vírus da poliomielite  me atingiu de uma forma menos agressiva, já que poupou outras partes de meu corpo. Há casos bem mais complexos e delicados, mas acredito que uma das coisas ruins, além de certas limitações físicas, era ter de enfrentar brincadeiras de mau gosto. Isso mexia demais comigo, nenhuma criança gosta de se sentir excluída. O que me inspirou essa história foi exatamente a história vivida por mim, com um final feliz de superação.

Foi difícil de se “aceitar” como uma pessoa com deficiência? Havia o muito “coitadinho” por ele ser “assim”?
Acredito que sempre me aceitei com minha deficiência. Os problemas maiores proviam da minha intensa timidez (talvez fruto da deficiência, não sei), que também, aos poucos, foram superados. E havia mais gozações e xingamentos do que “coitadinho dele”, o que, confesso, não sei o que seria pior. 

Estudou numa escola inclusiva ou regular? De qualquer modo deve ter sofrido muito Bullying…
Estudei em escolas comuns municipais (muito boas na época, por sinal), mas estaria mentindo se dissesse que não sofri bullying. Sofri, sim, como até hoje sofrem outras crianças.

E hoje, apesar das campanhas contra o bullying, o que você observa, o bullying hoje está maior ou menor que quando criança?
Como você disse, já houve e há campanhas imensas contra o bullying, além de um diálogo mais aberto sobre este tema tão delicado. Houve avanços, sim, não há como negar, mas ainda há muita, muita discriminação.

O que já foi feito, e o que ainda falta para uma sociedade mais justa e inclusiva?
Não sou especialista no assunto, mas sinto que avançamos, pois há um olhar mais atento para as diferenças. Ainda há muito por fazer, há uma lei a ser cumprida e se as pessoas se conscientizarem disso, caminharemos a passos largos, rumo a uma sociedade mais justa e inclusiva. Depende de todos nós.
Continue reading “Vamos combater o Bullying entre Nós!”

Entrevista Inédita: Julyana Mendes — A mãe de Sete.

A matemática faz parte das nossas vidas. E gostando ou não os números. E juntamente com eles vem as contas de somar, multiplicar, subtrair e dividir. Quase ninguém é fã, é verdade, mas hoje vamos falar de uma soma e números bem legais, pois é de uma família muito especial.

Um dos números, é o 40. Que é a idade da super mamãe Julyana. Ela já está mais que acostumada com números, e nem estamos falando de contas e despesas!

21 é a idade do Pedrão seu primogênito, fruto do seu primeiro casamento.

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É, aí vai mais um número: 3 casamentos.

No segundo, vieram o Luís Felipe e depois o João Eduardo hoje com 13 e 10 anos. Depois foi o “Hoje é dia de Maria, com 3 lindas Marias: Maria Carolina, Maria Eduarda e a Maria Fernanda, que chegaram todas de uma só vez, gestação trigemelar. E mais um número na vida dessa família: 7 anos cada uma.

Dai veio o terceiro casamento com o Kleber, e acrescentou mais uma Maria, dessa vez a Maria Beatriz, com quase 1 aninho.

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À espera de Bia!

Na matemática, 3+4 é 7. E ele vem depois do 6 e antes do 8.

No Futebol, 7 é o número da camisa que os craques Zagalo, Robinho, Hulk, Lucas e Bebeto em pelo menos uma vez na história do futebol brasileiro.

Na música, a cantora Rita Lee já fez as contas: 7 dias da semana, 7 notas musicais, 7 anjos, 7 sombras, 7 pecados capitais… 7 e 7 são 14, com mais 7, 21.

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Pra não esquecermos de ninguém. E não esqueçam os números!

7 está presente nas nossas vidas e é o número perfeito da mamãe Julyana. E hoje ela conta para o bloguinho a incrível rotina de ter 7 filhos.

Profissão: ser mãe? Será que existe o que “nasci para isso”? Já se imaginou ser mulher sem filhos?

Minha profissão hoje é essa. Mais que isso: uma missão que eu nunca planejei. Mas aconteceu.
Sonhei ser executiva, viajar, e ser influente. Sonhei ser meu pai. Hoje sou minha mãe. Eram duas referências para mim e nunca imaginei seguir a segunda. Mas foi uma escolha que hoje tenho certeza, acertada. Até porque é mais completa, já que inclui nisso ser palestrante e compartilhar minha experiência com outras mães.

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1, 2, 3, 6, 7 – Qual a maior dificuldade em ter 7 filhos? Já chegou a desesperar com tipo: “Aí meu Deus, não estou dando conta”?

São duas as maiores dificuldades: a financeira, óbvio. Que é tudo muito planejado, apertado e escolhido. E a de atender a demanda de 7 pessoas diferentes e que te exigem o tempo todo. Trabalho impossível e que hoje sei ser desnecessário. Não precisamos atender 100% da demanda deles, nem se pudéssemos.

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Do lado financeiro, quais dicas que você dá para outras famílias grandes para não estourar o orçamento?

Quanto ao financeiro, como já mencionei, fala-se de planejamento. De cuidado com excessos. De valorizar tudo.
Presentes só em dias especiais e não são os mais caros. O casal tem que estar alinhado e conversando o tempo todo entre eles e lógico que a medida que forem crescendo as crianças tambem devem ser envolvidas.

Qual a rotina da mãe de 7 com filhos de personalidades diferentes?
Tem um que exige mais atenção, ou dá mais e menos trabalho em casa ou escola?

Planejada, já que assim fica mais fácil.
Minha rotina é organizada de acordo com as atividades deles. Assim consigo organizar a minha.

Todos exigem atenção. Um na carência, outro nos estudos, outro mais tímido. Depende  muito do dia até do turno (kkkk). Assim fico me alternando.

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Nas redes sociais, vemos a rotina de férias das crianças. Se não tem viagem, eles ficam entediados?

A não ser final do ano que viajamos juntos para um lugar que a família tem casa. Dai não pagamos hospedagem (kkkkkk). Nas outras férias a aqui em casa é em casa. E fazemos programas juntos, e por eles serem muitos caseiros, se entediam com menos facilidade.

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Os 7, se preparando pra entrar na piscina!

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Muita diversão!

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E dentro de casa!

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Hora só das meninas: Clube das Luluzinhas!

As pessoas costumam lhe criticar pela quantidade de filhos, talvez ser considerarem ser demais para uma única mãe? Qual a maior dificuldade para criar filhos responsáveis e generosos neste mundo cheio de mal exemplo?

Não recebo críticas não. Espanto, surpresa sim. Mas crítica não.
Se você está em casa, passa valores, observa o dia a dia, o mundo é real, tem exemplos ruim, mas eles irão saber lidar com isso e fazer escolhas melhores. Valores, isso é essencial!

Os meninos estão cada dia maiores, e aos poucos vão tornando “independentes”. O Pedro por exemplo, já está na faculdade e vai criando “asas”… E no futuro as meninas. Como se sente, em saber que um dia vão sair de casa e ter sua própria família?

Não penso muito sobre isso. Mas a ideia é prepará-los para irem mesmo. Para viver e serem felizes. Vou sentir, óbvio, mas tem muito tempo ainda para me acostumar. Bia mesmo, só tem 1 aninho, vamos aproveitar muito.

E como é ser mãe e ainda assim ter tempo para você como mulher e esposa?

Ser mãe, é prioridade para mim, entende? Mas eu organizo a rotina para não me descuidar e mais que isso conto com ajuda, muita ajuda, de mãe, de sogra e de tia, para poder estar sempre cuidando de mim e saindo com o marido.

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Momento a 2!

Como surgiu a ideia das redes sociais, e qual foi o segredo para atrair tantos seguidores e curiosos? E o seu marido, o que ele acha da exposição da imagem de seus filhos?

As redes sociais é um projeto grande, que surgiu quase sem querer. Quando vi foi crescendo. Sou atípica e isso chama atenção, normal. A exposição não me incomoda, nem ao meu marido, pois existem limites para ela e tenho cuidado com isso.

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Família reunida!

Quando não é mãe, mulher e esposa, o que você faz?

Meu trabalho hoje é o projeto “Mãe de Sete” que hoje é mais que o Instagram. São as palestras que participo com o objetivo de ampliar informações, de compartilhar experiências e de aprender com mães de todo o país.

E voltando ao o que é ser mãe de sete…

Ser mãe é estar presente, olhar no olho. Enquanto uma criança brinca ela te olha no olho, 30 vezes no período de 1 hora. Ela quer aprovacão, que você a veja. Se nesse período, vc esta no celular por exemplo, perde muito.

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O número perfeito da Ju: 7!

E de todas as coisas que já amou, existe o amor maior de mãe para filho?

Então, amor de mãe é estar presente quando estiver. Não é o dia todo, é qualidade de tempo, não quantidade. Amor de mãe não há igual e não me vejo sem meus filhos.


 Ju, 

Que Deus abençoe bastante, para que possa continuar mostrando amor, zelo e abnegação a sua família. Que todos vocês tenham muitá saúde, e sejam muito felizes! 

Obrigado pelo tempo dispensado em responder os vários e-mails e mensagens!


Entrevista Concedida por e-mail pela mamãe Julyana em Novembro/2016 ao Blog dos Pernés. — Todas as Fotos foram autorizadas a reprodução e foram retiradas do Instagram @maedesete.

Entrevista Inédita: Débora Olivieri

photoDébora Ida Szafran, ou Débora Olivieri como é mais conhecida, tem 58 anos de idade, sendo 42 de atriz. Ela tem duas filhas, a Julia de 31 anos e a Fernanda de 28. Já fez muita teatro, cinema e novela. Namora atualmente o holandês Rudd Dankers, que conheceu através do aplicativo de relacionamentos Tinder.

Quais cuidados que você tomou e que devem ser tomados pelos que usam esse tipo de aplicativo?

Minha filha insistiu para que eu entrasse neste aplicativo e conhecesse alguém interessante. Resisti bastante, mas eu estava há 15 anos sem me relacionar com ninguém e sentia falta de um companheiro.

O Ruud estava no Rio, tinha chegado ao Brasil naquele dia. Procurei na Interpol e na internet tudo o que pudesse ter sobre ele contra ou a favor. Começamos a conversar, saímos e, desde então, sempre que possível estamos juntos. E por incrível que pareça tive muita sorte. Não conseguimos ficar mais de um mês separados e posso dizer que fui sorteada sozinha na Mega Sena, ao encontrar este amor incrível, sincero, honesto e cheio de outros adjetivos absolutos que me fazem feliz e completa.

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Débora e Rudd

Por que escolheu atriz, como profissão? Sabe dizer quantas participações em Novelas, Filmes e Teatros? Qual mais gostou?

 Sou atriz há 42 anos e amo o que faço. Acho que foi a profissão que me escolheu. Amo ser atriz, desde criança. Se for contar todas as participações não caberia nesta entrevista. Mas confesso que meu melhor papel é sempre aquele que vivo no momento. Não consigo lhe dizer o melhor deles. Gosto de todos eles. Vivo o presente e dou a cada personagem a vida que ele merece.

Já trabalhou em algo que não gostava? Na sua opinião  qual a importância em trabalhar com o que gostamos? 

Já fui gerente de boutique, tesoureira de banco e trabalhar com o que gosta e viver do que trabalha é tudo na vida. Todos trabalhos que fiz foram necessários para sobreviver, mas junto a isso, sempre fui atriz, tendo começado aos 16 anos. Por sorte, hoje sou independente com na minha profissão, e isso não tem preço.

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Com Glória Pires, Thalita Lippi, Thiago Rodrigues e outros colegas de elenco da novela Guerra do Sexos.

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Semiramis, a personagem em Guerra dos Sexos. FOTO: Rede Globo.

Quais preparativos que você faz para viver uma personagem? Consegue se desligar da personagem quando acaba a gravação? 

Sou muito dedicada a cada personagem que recebo para viver. Estudo muito e quando saio do teatro, set de filmagem ou TV, deixo os personagens no cabide do camarim e não os levo para casa.

Na TV já foi a Inês de Terra Nostra, Matilde de Aquarela do Brasil, Carmem de Chiquititas, Semiramis de Guerra dos Sexos, e atualmente vive a Ana de Êta Mundo Bom! Qual desses personagens foram mais marcantes?

Viver a Inês de Terra Nostra me deu muito prazer. Talvez posso dizer que que até agora foi o que mais gostei.

Em Chiquititas viveu a vilã Carmem. Também se mudou para Argentina? Como foi trabalhar com crianças?

 Sim, vivi na Argentina por quase 4 anos, e amei essa experiência. Adorei a experiência de trabalhar com crianças e saber que influenciei artisticamente mãos deles. Às vezes encontro o pessoal que agora são adultos, e acho lindo ver a trajetória que cada um deles seguiu.

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Em Chiquititas ela viveu a Carmem por 3 temporadas e contracenou com muitos artistas talentosos e reconhecidos hoje em dia: como Flávia Monteiro, Oscar Magrini, Fernanda Souza, Jonata Faro, Carla Diaz, Nelson Freitas entre outros. (Foto de 1998, 1ª Temporada da novela)

 

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Caracterizada como Rosa, personagem que viveu recentemente no Teatro, na peça de mesmo nome.

Hoje, está novamente na Globo, mas já trabalhou em várias emissoras, passando por SBT, Band e Cultura. O que mudou na TV nos últimos 30 anos na sua opinião para melhor e para pior? O que você acha da programação televisiva hoje? Qual o futuro da TV?

Acho que é um avanço a TV se acoplar com a internet. E creio que quanto mais emissoras e programas alternativos houver, melhor será para o ator que tem mais oportunidades de trabalho e melhor será aos espectadores, no sentido do poder de escolha por ter variedades. Não haverá monotonia e cada um poderia ver o que quiser em que veículo puder ver e a qualquer hora. Muita coisa mudou nestes últimos anos e acho que muito ainda haverá de mudar. Gosto disto: Mudanças e avanços.

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Arquivo Pessoal da Atriz.

O que faz e gosta de fazer nos momentos de folga?

Gosto de ir ao cinema e ao teatro. Amo ouvir música, ler e correr, ler. E de vez em quando, não faço nada mesmo (risos).

E viajar? Das Viagens pelo Brasil e mundo: onde já foi? Qual lugar preferido? E onde ainda não foi e quer ir?

Amo viajar e sempre que posso viajo. Já fui a China fazer cinema e adorei a experiência. Na Argentina como já disse, morei por 4 anos, devido as gravações de Chiquititas.

Amo a Holanda e na Europa amo Itália, Espanha, Portugal Quero conhecer mais e mais. Amo também Nova York e confesso que do Brasil conheço pouco. E quero muito viajar um pouco no Brasil e conhecer Natal, O Pantanal, Fernando de Noronha e Inhotim.
Quais os projetos e expectativas para o futuro como atriz, mulher e brasileira?

 Queria muito ver o Brasil sair desta situação tão difícil que se encontra. Queria muito um Brasil sustentável, honesto e diversificado. Queria que o futuro fosse mais saudável e menos desigual.  Meus projetos de futuro são estar sempre com lindos personagens para viver, e muita saúde para sempre estar no ar, no palco e no set de filmagem. Amo trabalhar e é isso que quero. E claro: Mais amor, por favor.

Débora,

Agradecemos o carinho e atenção para conosco. Estamos lisonjeados e muito felizes por poder nos respondido e cedido seu tempo para responder essas perguntas. Desejamos muita saúde, amor e felicidades, pois você merece!

Mande lembranças para o Rudd, para a Luciana e Fernanda.

Abraços!

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Entrevista Inédita: Fernanda Pontes

Ela tem 33 anos, mora em Orlando/FL (isso mesmo lá nos Estados Unidos).

Está casada a 5 anos com o empresário Diogo Boni, é a mamãe da Malu de 3 anos e do Mateus de apenas 1 aninho.

Formou-se em Jornalismo, já fez novelas, e além de atuar ama praticar esportes e trabalhar na Globo Internacional como apresentadora do Planeta Brasil.  Ela é linda, querida, guerreira, simpática e brasileira! Com vocês: Fernanda Pontes.

 

Fernanda: Sempre com sorriso no rosto!
Fernanda: Sempre com sorriso no rosto!

 

 Você sempre quis constituir família ou isso veio naturalmente?

Venho de uma família bem tradicional. Meus pais são casados há 36 anos e eu sempre sonhei em casar e constituir uma família sólida ao lado de um grande amor!

Qual a diferença em ser mãe de menina e de menino?

Tem muita diferença, começando pela personalidade. Mas embora a Malu seja mais agitada e o Matheus mais calminho, os dois são muito carinhosos. Como menina tive que aprender a brincar de carrinho, de super-heróis e várias outras brincadeiras de “meninos” para interagir com o Mateus, já com Malu foi natural. Mas o que posso dizer é que hoje sou uma mulher extremamente realizada em ter os dois na minha vida. Ser mãe é o maior milagre que Deus me deu!

Fernanda com marido Diogo Boni e com os filhos Mateus e Maria Luiza (Foto: Caras Brasil)
Fernanda com marido Diogo Boni e com os filhos Mateus e Maria Luiza (Foto: Caras Brasil).

Pelas redes sociais, você está sempre praticando esportes. Atividades físicas é o segredo da boa forma após duas gestações?

Sempre pratiquei esportes, desde criança, acho importante cuidarmos da nossa saúde em primeiro lugar. Amo fazer exercícios ao ar livre, e ao passar por duas gestações que foram muito saudáveis, isso ajudou muito o pós parto! Gosto de me cuidar, mas não sou radical, me permito comer o que eu sentir vontade.

Participou de grandes sucessos na TV Globo com atriz, qual mais gostou de fazer?

Sem dúvida a minissérie Gabriela. O Elenco era incrível, nos divertíamos muito e aprendi muito com a maravilhosa Laura Cardoso!

Ao lado de Thiago Martins, trabalhou recentemente com a peça “O Grande Amor da Minha Vida” aí nos EUA. Como foi voltar a atuar e participar deste projeto?

Foi simplesmente mágico, principalmente por ter tido minha filha na plateia, por ter levado cultura do Brasil para muitos brasileiros que moram fora do País e ter trabalhado novamente com o Thiago que além de ser um super ator é um ser humano incrível.

O que mais gosta de fazer atuar ou apresentar?

Amo atuar, mas apresentar sempre foi a minha paixão.  Estou muito feliz na Globo Internacional, apresentando o Planeta Brasil.

Atualmente apresenta o Planeta Brasil para a Globo Internacional.
Atualmente apresenta o Planeta Brasil para a Globo Internacional.

Falando em apresentar, qual a diferença em apresentar o Planeta Brasil para a Globo Internacional e de ter apresentado a TV Globinho?

Amava fazer a TV Globinho, tudo que se faz para crianças é especial! Mas no Planeta Brasil também tenho chances de relembrar isso, quando tem programas especiais como o Dia das Crianças.

Qual o foco do Planeta Brasil? E aqui no Brasil como podemos assistir?

O Programa fala da vida de brasileiros de sucesso nos EUA, mostra a vida como ela realmente é, contamos histórias emocionantes que mexem muito comigo! Além disso tem muitas matérias de atores e cantores brasileiros que vem até aqui a passeio. O Planeta Brasil passa em 26 países pela Globo Internacional, mas infelizmente não passa no Brasil ainda.

Se não fosse atriz e apresentadora, o que acha que estaria fazendo hoje? Você se imagina casada, com dois filhos e morando em outro país?

Nossa nem sei o que seria viu (risos). Não nunca imaginei viver o que estou vivendo hoje e estou muito feliz! A vida realmente nos surpreende.

 Sabemos que você ama a oportunidade de morar em Orlando, mas de fato qual a diferença de morar aí para o Brasil, ou para ser especifico, de no Rio de Janeiro?

É bem diferente, apesar de Orlando ter virado um mini Brasil (risos).

A cultura, os costumes, a disciplina na escola, as oportunidades que todos têm de forma igual e isso eu acho incrível. Aqui se você trabalhar duro você consegue ter o que você sonha! Mas claro, sinto falta do calor humano do meu país, da convivência diária com os amigos e minha família.

Acha que os valores americanos são diferentes do Brasil? Acredita que os brasileiros de fato encontram felicidade ao buscar uma vida melhor em outro país?

Bem diferentes sim. Aqui é o país das oportunidades, não é uma vida fácil, mas como falei se você fizer por onde você consegue atingir os seus objetivos.

Acredito que você tem que estar bem com você mesmo para estar feliz e bem em qualquer lugar do mundo. Saber onde quer chegar e ter objetivos é essencial para se obter sucesso.

Já vi relatos que brasileiro não é muito bem aceito e bem tratado nos EUA, acha que existe talvez algum tipo de preconceito?

Nunca senti nenhum preconceito. Aqui existem regras que realmente funcionam independente da nacionalidade da pessoas, basta você respeita-las que será respeitado.

Em 2010 com Diogo, o então namorado na época em uma viagem ao seu destino favorito: Nova Iorque! (FOTO: acervo pessoal da atriz, reproduzida pelo site EGO).
Em 2010 com Diogo, o então namorado na época em uma viagem ao seu destino favorito: Nova Iorque!                                      (FOTO: acervo pessoal da atriz, reproduzida pelo site EGO).

Quais as dificuldades que você e sua família imediata como brasileiros enfrentam morando nos EUA?

Dificuldade temos em qualquer lugar do mundo, a vida é feita de desafios e você tem que estar preparado para ultrapassa-los sempre! Mas a maior e principal dificuldade é ter que lidar com saudade da família que ficou no Brasil, da convivência diária, das feijoadas e almoços de domingo.

Quais os projetos para 2016 na família, no lazer e no trabalho?

Não sou de fazer planos para o futuro, sempre fiz por onde que tudo que almejo vem.

Mas agora em 2016 haverá muitas novidades no Planeta Brasil, irei viajar bastante por todo EUA, e estou bem empolgada.

Fernanda Pontes: "Sempre gostei de praticar esportes".
Fernanda Pontes: “Sempre gostei de praticar esportes”.

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Jogo rápido

Cor: rosa

Salto ou tênis: tênis

Saia ou Calça: calça rasgada

Moda: crio a minha própria

Comida: feijoada

Sobremesa: brigadeiro

Bebida: agua

Trabalho: minha paixão

Dinheiro: nunca pode vir em primeiro lugar

Casamento: realização

Filhos: um sonho

Amigos são: escolhidos a dedo

Fé: Acreditar sempre

Deus: Gratidão

Felicidade é: Ter toda minha família comigo

Esperança: um mundo melhor para as crianças

Música: adoro música Gospel

Cantor: Michel Bubble

Cantora: Ivete Sangalo

Inglês ou Português: Português

Atriz: Susana Vieira

Ator: Toni Ramos

Filme: Em busca da Felicidade

Esporte: Surf

Livro: Boni

Viagem favorita: NY

Viagem que ainda não fez e quer fazer: Maldivas

Uma frase: Querer é poder e conseguir!

Fernanda por Fernanda: Guerreira

 

 

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Fê, 

Estamos muito felizes pela atenção dedicada a nós, amamos cada resposta e momento que passamos “juntos” mesmo que virtualmente. Agradecemos e desejamos muito alegria no trabalho e muita saúde na família, pois o resto a gente dá um jeito né? Um grande beijo e estamos a disposição!

 

Nota: Essa entrevista é inédita e foi concedida ao Blog dos Perné’s em Janeiro de 2016, diretamente pela apresentadora Fernanda Pontes, por e-mail.

Créditos de Entrevista: Thiago Perné Santos

Créditos de fotos e direito de imagens: Assessoria da apresentadora Fernanda Pontes.

 

Para ler outras entrevistas que publicamos:

 

Entrevista Inédita: Patricya Tobias (Blog das Gêmeas)

Elas tem os olhos claros, uma é loira e a outra nem chega a ser morena.
Elas são lindas, comunicativas, carismáticas, meigas, sapecas e estilosas. Não, não estamos falando de nenhuma uber-model internacional e sim das mini fashionistas gêmeas Lara e Sofia. São apenas 3 anos de idade, mas desde cedo conquistam a todos por onde passam. Nossa entrevistada de hoje é a mamãe Patrycia Tobias, que também é mãe do Nicolas. Ela se reinventa e se desdobra em 3 para dar conta da rotina apertada de criar e educar 3 filhos. 
 
 
O Nicolas tinha apenas 8 anos, quando se descobriu grávida de gêmeos, qual foi a sensação? Chegou a se desesperar, tipo: “Como vou dar conta de mais 2?
Quando resolvi engravidar novamente já sabia da probabilidade de vir mais de um. Minha família por parte de mãe é composta de vários gêmeos (risos). E minha médica já tinha me advertido, o que na época quase me fez desistir da ideia de ser mãe novamente. Mas meu sonho sempre foi ser mãe de menina, e tentei todos os métodos possíveis que me contavam em como engravidar de menina. Demorei 11 meses para engravidar. Ao pegar meu resultado positivo a secretaria do médico já me adiantou que o “beta” tinha dado alto demais e que pela experiência que tinha ou estava grávida de mais tempo ou era mais de 1 bebê. Fiquei na expectativa e quando se confirmou foi um grande um choque de felicidade e medo, será que ia dar conta? Acho que até hoje não vai muito na realidade. Mas acho que pra mim a maior felicidade foi quando descobri que Deus tinha me enviado duas meninas, foi minha grande realização. 
 

 

 

Dos 3 qual dá mais trabalho?
Nicolas é um menino doce, responsável, amigo e companheiro, nunca me deu trabalho algum, ao contrário, hoje me ajuda muito com as pequenas. Lara e Sofia são totalmente diferentes entre elas. Sofia é sapeca, comunicativa, tem personalidade forte, mas é carinhosa e ao mesmo tempo muito terrível. Lara já é mais tímida, de poucos amigos, intuitiva, caprichosa, delicada e carinhosa também, mas é muito destemida, por isso muitas vezes acaba dando mais trabalho.


Como surgiu do IG e a oportunidade de vestir e fotografar as duas?
Assim que elas nasceram comecei a fotografá-las. O primeiro ensaio foi com 6 dias de vida (Newborn) e aí nunca mais parei. Qualquer roupa ou careta nova que faziam era um clique e comecei a postar no Facebook e no Instagram pessoal.
Quando elas tinham uns 3 meses comecei a trabalhar com moda infantil, outra realização pessoal, e elas começaram ser minhas “modelos”. Ao invés de fotografar as peças e postar na loja, fotografava elas vestidas com as peças, o que me rendia muito mais vendas, assim o IG foi crescendo, hoje elas não apenas fazem propaganda pra mim mas também pra várias outras lojas que nos contratam ou enviam peças para divulgação. 

 

 

 
Hoje ainda gasta bastante roupa para as duas? Como são feitas a escolha das peças e serem usadas, elas ajudam escolher?
Sempre fui muito consumista, e já gastei horrores com elas, hoje nem tanto, mas saía comprando tudo que gostava pela frente, e quando por algum motivo não conseguia alguma peça, mandava produzir. Mas isso mudou quando que surgiu minha loja de roupas fashion infantis online, que tem o nome em homenagem a elas: “Patricynhas” (http://patricynhas.com.br/loja/).
Sempre achei Lara com cara de cor de rosa (mesmo não gostando do rosa) mas ela tinha cara pra mim de doçura, romantismo.  Sofia sempre teve cara de loucura, alegria e por incrível que pareça é assim.
Lara sempre escolhes as roupas de cores mais clara como rosa, lilás, branco e amarelo.  Sofia ama azul, preto, vermelho. Hoje recebemos todo tipo de estilo, de roupas de bonecas as mais fashions, aceitamos todos, porém não deixo nossa personalidade de lado, acho que em todos os looks dá pra perceber nossa carinha.

Como são feitas as fotos e como é a rotina de uma mãe de 3? Não acha que uma rotina de tantas fotos e grande exposição não atrapalha o desenvolvimento delas como crianças?
As fotos já fazem parte da vida dela, como falei desde recém nascidas já fotografavam, pra elas isso tudo é normal.
Também não fotografamos todos os dias, tento deixar fluir como uma coisa mais natural, vestimos uma roupa, vamos passear, levo os acessórios na bolsa, no meio do passeio coloco os acessórios, fotografamos em questão 5 minutos e já estão liberadas. Muitas vezes fotografar é uma diversão e elas sentem faltam.
A rotina delas é como de qualquer criança, nada de diferente. E fala que mãe hoje que não sai clicando tudo o que a criança faz? Sobre a exposição dela, elas não têm noção ainda disso, tento ter alguns cuidados como não marcar nossa localização, esconder o emblema da escola, não postar nada no horário exato que fotografam, etc. 
 

 



E o seu marido, o que ele acha da exposição da imagem de suas filhas?
Ele super curte e acha tudo um máximo, não tem muita paciência pra fotografar mas quando está junto sempre incentiva pra que elas façam as poses ou olhe pra lente.  Sente maior orgulho dos filhos, sem contar que a praticamente a dois anos não gasta mais com roupas e sapatos, para pais de gêmeos isso é um verdadeiro alívio.

As pessoas costumam lhe criticar? Como você lida com isso?
As pessoas tendem a falar do que desconhecem, como se minhas filhas vivessem com todas aquelas roupas e fossem incentivadas a consumir e não tivessem liberdade de brincar e serem crianças. Quando na verdade o que acontece é o contrário, além de brincarem e muito, elas também ficam descalças e se sujam, como toda criança as incentivo a ajudarem o próximo, doar as peças que não servem ou que não usam. Levo elas na escola, gosto de vê-las brincando unidas e sendo amigas uma da outra e de outras crianças. E sempre as ensino tratar a todos com respeito. 
No começo havia muitas críticas de pessoas que eu não conhecia, falavam coisas absurdas. Todas as pessoas que ficam expostas estão dispostas a todos os tipos de comentários, então esse tipo de maturidade vem com o tempo. 
Antes eu não gostava, mas hoje já não me atinge mais, sei que cada um tem seu ponto de vista e muitas pessoas só querem interferir na felicidade dos outros, aliás a felicidade alheia incomoda não é?
Concordo com você e acho que o que vale é ter uma família unida e feliz.
Exato! Isso é o que importa: a união e a saúde e claro a felicidade da minha família. E como somos felizes!