Coronavírus e a saúde mental!

No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde – OMS classificou o surto de Covid-19 como pandemia. O novo panorama requer empenho e modificação da rotina de todos os setores da sociedade, especialmente aqueles ligados à saúde.

Com o intuito de orientar seus associados e a população em geral, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP têm publicado informações voltadas aos cuidados em saúde, tanto física quanto mental, direcionadas aos diversos públicos que a acompanham.

Médicos psiquiatras, de outras especialidades e profissionais de saúde

O momento é de atenção e cautela, mas não de alarmismo desnecessário. Algumas atitudes podem fazer a diferença durante as consultas já programadas com antecedência, caso não hajam remarcações.

As orientações da ABP para o atendimento a pacientes com sintomas de síndrome gripal podem ser adotadas nesta época de crise sanitária, sem que haja prejuízo ao psiquiatra associado e aos médicos de outras especialidades. Confira aqui!

Demais setores da sociedade e público em geral

As autoridades sanitárias são claras: sempre que possível, fique em casa. O isolamento físico nesta etapa da pandemia é fundamental para retardar o contágio pelo novo coronavírus, diminuindo, assim, os casos da Covid-19.

Manter as rotinas de alimentação e sono, evitar aglomerações e aderir ao home office sempre que possível são algumas das orientações dispostas aqui.


Tornar-se vegetariano não é tão simples – Por Flavia Salvitti

A busca por hábitos mais saudáveis tem aumentado no mundo todo e, nesse cenário, as discussões sobre vegetarianismo também se tornam mais comuns.

No Brasil,segundo dados do Ibope mais de 15 milhões de pessoas se declaram adeptos à alimentação livre de proteína animal. Já em Portugal, acaba de entrar em vigor uma lei que determina a inclusão de pelo menos um prato vegetariano no cardápio das cantinas públicas. Para muitas pessoas, a decisão de se tornar vegetariano – ou até mesmo vegano, quando não se consome nenhum alimento de origem animal – é mais do que uma mudança de comportamento alimentar e representa uma nova filosofia de vida. Em todos os casos, no entanto, é necessário tomar alguns cuidados antes de aderir ao vegetarianismo para que a saúde não seja prejudicada.

Que tal um boi de vegetais? Imagem: Reprodução!

A eliminação da proteína animal é uma novidade para o corpo, e ele precisa de adaptar ao novo hábito. Por isso, o ideal é ir cortando aos poucos. A dieta vegetariana também sugere refeições de três em três horas e um equilíbrio no cardápio. A vitamina B12 – normalmente encontrada na proteína animal -, por exemplo, faz parte da produção das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue). A sua carência pode causar anemia, principalmente nas mulheres, que já perdem sangue naturalmente por conta do período menstrual.

É importante ressaltar que as indicações de suplementação sempre devem ser feitas por um profissional da área, que leva em conta uma série de informações e antecedentes do paciente. Normalmente, caso a pessoa não tenha nenhuma particularidade, os alimentos indicados são proteína texturizada de soja, milho, grão de bico, lentilha, feijão, soja em grão e frutas oleaginosas, como nozes, castanha-do-Pará e castanha-de-caju. Essas frutas suprem a falta de gordura no organismo, por isso o consumo deve ser moderado, em uma média de três unidades por dia.

Independentemente de qual seja a motivação para se tornar vegetariano ou fazer qualquer tipo de alteração nos hábitos alimentares, uma coisa é fundamental: tomar os cuidados necessários para que essa transição aconteça de forma saudável.

Flavia Salvitti é nutricionista e coordenadora do Departamento de Nutrição do Hospital San Paolo.