Educação Inclusiva para quem?

por Janaína Spolidorio*

Há algumas décadas, nosso país já pensa na educação de pessoas ditas como “com deficiência”. São em torno de 30 documentos que tentam regularizar o que deve ser feito com estas pessoas, em especial.

Temos uma tendência, como humanos, a considerar deficiente alguém que possui algo diferente, muito aparente, seja na parte física ou na parte de comportamento. Tudo o que foge ao que consideramos como regra da espécie é visto como especial.

Os nomes mudaram com o passar dos anos e atualmente tratamos como “educação inclusiva”. A quantidade de casos de educação inclusiva também cresceu muito, claro, porque estudos avançam e com eles a detecção de distúrbios, dificuldades e afins, que antes eram vistos como se a criança simplesmente fosse mais lenta. Não é que surgiram novos casos, é que agora temos consciência de uma variedade maior de transtornos, distúrbios e afins, portanto classificamos em maior escala.

Reprodução da Internet

A princípio, considera-se que um professor que recebe uma inclusão em sua turma deve ter uma redução no número de alunos, porque terá que dedicar um tempo maior à inclusão. Além disso, supõe-se que, dependendo do caso, ele tenha um auxiliar em aula e que receba, em mãos um diagnóstico ou relatório do especialista que acompanha a criança, porque terá que saber particularidades do caso para poder planejar adequadamente suas aulas.

Lindo, não é? Seria, se isso realmente ocorresse.

Primeiramente, o professor não recebe uma formação adequada para lidar com inclusão e nem teria como recebe-lo na grade de pedagogia, não teria tempo para isso. Neste caso, alguns professores têm sim um traquejo instintivo que ajuda demais, mas a falta de informação atrapalha também um montão. Se o professor não tem uma afinidade ou não consegue ter empatia com o caso de inclusão, ela já perde a chance de acontecer como se deve. Muitas vezes, o diretor ou coordenador atribui a classe a um professor que não lida bem com educação inclusiva, portanto ele e o aluno terão dificuldade de estar em sintonia. Sempre bom saber antes se o professor está disposto de verdade a ter a inclusão na turma, ou mesmo se tem alguma limitação que o impeça.

Para completar, todas aquelas coisas bonitas como auxiliar, diagnóstico e suporte não acontecem em 90 por cento dos casos. São raras as vezes que o professor tem algum suporte.

Tudo isso é muito grave, mas vamos refletir um pouquinho. O nome “educação inclusiva” e a fala “você terá um aluno de inclusão” são suficientes para o raciocínio de alguns profissionais simplesmente travar.

Quando alguém me diz “tenha uma inclusão em sala”, penso comigo “na verdade, tem tipo 30 inclusões em sala”, porque cada aluno é diferente e tem necessidades diferentes.

O termo “inclusivo” e “inclusão” toma tanto conta do cenário, que o professor não percebe que ele tem 30 alunos, todos com características e personalidades diferentes, precisando de diferentes estímulos para aprender e, entre esses supostos 30 alunos, ainda há provavelmente uns 2 que, embora não sejam de inclusão ou não façam terapia, certamente têm algum distúrbio ou dificuldade de aprendizagem que a ciência ainda não nomeou. Esses 30 alunos ainda experimentam realidades diferentes familiares, que irão facilitar ou dificultar seu convívio em aula e muitos deles terão dificuldades de aprendizagem advindas do uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

A criança que chega como inclusão, na maioria das vezes tem um diagnóstico. Me pergunto então… não é muito mais fácil buscar informações de um distúrbio, uma dificuldade, uma deficiência nomeada, conhecida, do que ter em sala uma criança que não aprende e não sabemos o motivo? Porque esta também é uma inclusão, mas não diagnosticada!

Como você pode ver, o termo “educação inclusiva” é bonito e traz toda uma temática de acolhimento social e pedagógico, no qual em uma sociedade ideal, onde todos são pessoas parecidas (o que não acontece na vida real), ajudam na socialização daquele que é diferente.

Vivemos sob lentes “cor-de-rosa” ainda neste aspecto. É o momento de refletir sobre a realidade e tomar decisões a respeito dela, flexibilizando o currículo de modo mais adequado, considerando a inclusão de um modo mais amplo.

É o momento de pensarmos na sala como uma equipe, considerando que todos são diferentes e possuem diferentes necessidades. Não apenas aquele, considerado como inclusão, precisa de cuidados diferenciados, mas também aquele, que aprende com mais facilidade e está entediado e desestimulado, e aquele, que não consegue lembrar o nome das letras que a professora acabou de falar, e ainda aquele, que tem dificuldade em fazer amizades e fica isolado.

Seria sim educação inclusiva, mas para quem?

* Designer de atividades pedagógicas, Janaína Spolidorio é formada em Letras, com pós-graduação em consciência fonológica e tecnologias aplicadas à educação e MBA em Marketing Digital. Ela atua no segmento educacional há mais de 20 anos e atualmente desenvolve materiais pedagógicos digitais que complementam o ensino dos professores em sala de aula, proporcionando uma melhor aprendizagem por parte dos alunos e atua como influenciadora digital na formação dos profissionais ligados à área de educação.

Release: Mariana Seman – EVCOM

Leia também:

Acessibilidade para pessoas com deficiências

É fundamental uma sociedade justa, consciente, inclusive é acessível para todas as pessoas. Pensando nisso, gostaria que fosse frisado que é previsto na lei que:

– Todas entradas do prédio sejam acessíveis;

– Toda edificação e estabelecimento tenham sanitários acessíveis às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, possuindo 5% do total de cada peça (quando houver divisão por sexo), obedecendo ao mínimo de uma peça;

–  Tenha a obrigatoriedade da reserva de vagas em estacionamento de uso público para pessoas com deficiência próximas aos acessos de circulação de pedestres;

– O caminho entre o estacionamento e o acesso principal deve estar desbloqueado para portadores de deficiência.

É importante salientar que a adequação a estas normas depende do tipo de estabelecimento. Lojas no térreo não podem estar localizadas em um nível acima da calçada ou devem contar com rampas. Centros comerciais de mais de um andar devem ter elevadores.

Sinalização

Também é essencial que as edificações e estabelecimentos contem com sinalização adequada, não só para indicar banheiros e vagas especiais de garagem, mas também para proteção, orientação e mobilidade, o que ajuda, especialmente, pessoas com deficiência visual.

Para esses casos, é preciso instalar a sinalização tátil de piso, que consiste em: ser antiderrapante; ter textura contrastante em relação ao piso adjacente; ter cor contrastante para ser percebido por pessoas com baixa visão; atender as características de desenho, relevo e dimensões de acordo com a norma ABNT NBR 9050/04.

Alem disso que tal um funcionário específico para recepcionar, informar e até acompanhar pessoas cegas quando nos estabelecimentos? E que tal que este seja fluente na Língua de Sinais para também apoiar os surdos?

Um mundo ideal para todos é possível e só depende de nós!

Férias 2016 – Recife, do Lixo ao Luxo (e vice e versa)

Férias é bom, descansar e poder viajar melhor ainda, não é mesmo?

Nunca tive vontade de conhecer o nordeste, até fazer algumas amizades e resolver visita-los. Natal e Fortaleza , bem como suas redondezas me surpreenderam e são lugares maravilhosos, as cidades lindas, o povo acolhedor e hospitaleiro.

Mas nem todas férias e passeios que fazemos podemos dizer que foram flores, até por que passei em Recife, que também tem ótimas atrações como restaurantes, shoppings e pontos turísticos e praias lindas e badaladas, mas que também tem uma condição que tornou minha estadia um tanto insuportável.

Trata-se do mau cheiro em praticamente em quase todos locais que visitei. Sim, o mau cheiro está impregnado no ar, devido talvez problemas com esgoto, lixo nas ruas e poluição no rios.  E não, não estou exagerando. Muito triste a situação (e mau cheirosa), que na minha humilde opinião está terrível, tanto por ser e cidade turística e linda com um povo tão legal e prestativo. Com toda certeza deveria ser mais bem cuidada pelos nossos governantes.

Infelizmente é a mais pura verdade, o que ocasionou certo desconforto, um pouco de dor de cabeça em alguns momentos e claro muita decepção, pois em momento algum imaginava que fosse assim e estava muito ansioso por conhecer a capital do estado do Pernambuco, que é cheia de praias paradisíacas e destinos inesquecíveis.

Ainda não acreditam? Joguem no Google e verá inúmeras reportagens e comentários de turistas e recifenses sobre esse problema. Mas fiz isso para vocês, para quem quiser ler a respeito, é só clicar nos links: Reclame Aqui: Bueiros e Esgotos com mal CheiroObservatório de Recife: Secretaria do Meio AmbienteFalta de Coleta de LixoMelhores Destinos: Recife.

De fato, não sei o que deve ser feito ou qual realmente é o problema ou se foi uma situação pontual, observada apenas nos dias que eu estive lá. Tomara que sim, não é mesmo? Mas bem, houve outros momentos, alguns deles muito bons.

Que num post futuro contarei tudo: Passeios que fiz em Olinda e no Centro Histórico de Recife (Recife Antigo), e um hambúrguer e batata frit maravilhosos que comi. Vocês não podem perder. Até mais!

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Adoção de Animais – ONG’s e Voluntários do Brasil

Adoção de Animais – A Daia já falou um pouco sobre o assunto e contou sua experiência de quando resgatou o seu adorável cãozinho Snoopy das ruas daqui de Goiânia. Antes de mais nada, vamos ler? É só clicar aqui.

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Já tem meses que estou querendo falar um pouco mais desse assunto aqui no Blog, e hoje falaremos um pouco das inúmeras ONGs e/ou voluntários de várias cidades de todo o Brasil. Muitas delas com grande número de cães e gatos prontos para fazer companhia, dar carinho e demonstrar lealdade e super disponíveis para receber amor . Eles podem estar saudáveis ou doentes, podem ser de grande ou pequeno porte, filhotes e adultos. Tem de todo tipo e para todos os gostos.

Todas elas sem exceção necessitam de ajudas como ração, água e medicamentos veterinários e etc.. Assim, pesquisei no Instagram e selecionei algumas por estado e cidade, que tal conhece-las e quem sabe levar um melhor amigo para casa?

AM

Manaus

@adotemanaus

screen-shot-2011-06-27-at-4-54-58-pm

BA

Salvador

@gatil_irma_francisca

@Abpabahia

@geamoong

@adotabrasil

@adotarsalvador

Lauro de Freitas

@filantropet

adotar adultos3

CE

Fortaleza

@adoteumamor

@abrigosaolazaro

Cariri

@adotacariri

@apaccariri

Iguatu

@adotaiguatu

 

DF

@adotevocetambem

@savepets

 

ES

@patinhascarentes

AF_CE1

GO

Anápolis

@projetosalva

@aspaananapolis

Goiânia

@patinhasdeanjos

@aspaangoiania

@recantodospitbulls

@lar.amicao

@grupomiauauau

Jataí

@adoteanimaisjatai

Formosa

@amigocaofsa

MA

São Luiz

@atodeamoor

@caesegatosderua

cao_gato1

MG

Belo Horizonte

@adotepet

@caoviver

@grupoamorempatas

 

Betim

@adotebetim

Contagem

@caoviver

Governador Valadares

@aprobemgv

Ipatinga

@meuamigocao

Uberlândia

@petamigouberlandia

 7-vantagens-adotar-um-cc3a3o-adulto

MS

@grupoammar

@mapancg

 

MT

Cuiabá

@adotecuiaba

@animaisperdidoscuiaba

@opamt

 

PA

Belém

@adote1amigo

@anjos_viralatas

@aufamilyabrigo

@projetopeludinhosufpa

@viralatasderacabelem

@amordepatas

@patinhasemacao

 

PB

João Pessoa

@Harpiaspb

@missaopatinhasfelizes

Souza

@Apas_souza

 

PE

Arcoverde

@amor_animalarco

 

RJ

Rio de Janeiro

@aninharibfio

Macaé

@casadosanjos

@rafaelamorimmacae

nao_ao_abandono_vida_insolita2

RO

Boa Vista

@arcaboavista

RN

Natal

@amorsrd


RR

Boa Vista

@arcabv

@yawara_RR

 

RS

Porto Alegre

@adocaoanimalrs

@turnyourlove

 download

SC

Criciúma

@pe_pezinha

Florianópolis

@adoteumronron

@paginadodarci

 

SP

São Paulo

@Ong_apaa

@osdoguinhos

@institutoluizamell

@animalslovestore

@adoteumgatinho

@protecaoanimalresgate

@luizprotecaoanimal

@desabandone

@hopet

@patinhasderua

@estopinharossi

@bartorossi

@luisamell

@segundachance

@caopanheiras

@amigosdesaofrancisco

nao-abandone-adote-animal-nao-e-brinquedo-etc

Campinas

@amordebichocampinas

@caopineiros

@operacaoresgatecampinas

Guarulhos

@sosamicao

Limeira

@alpalimeira

@amorcanino

@adoteaumiau

@adote_e_salve

@deniseadote

@grupo_salvar

@sosamicao

@trabalhovoluntario_

@adoteumgatinho

@adocaodeanimaisbrasil

Legal né? Então vamos ajudar? Sei que tem milhares de outras contas mas não consegui linkar, informações ou região de onde ficam, mas independente se apareceram aqui, podemos ajuda-las.

Detran/GO: Engenharia, educação e fiscalização para todo o Estado

Compartilho a notícia do site do Detran/GO:

Em uma iniciativa inédita no País, o Governo de Goiás, por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), lançou no dia 24 de janeiro de 2012 o Programa Goiás Sinalizado, que levará  sinalização horizontal e vertical a todos os municípios do Estado. O  Detran-GO vai disponibilizar projeto técnico e implantar a sinalização nas cidades, além de oferecer educação de trânsito à comunidade.

O programa é sustentado pelo tripé engenharia, educação e fiscalização. O primeiro passo consiste na análise e elaboração de projetos de engenharia. Em seguida, os municípios receberão a sinalização vertical e horizontal. Quando a cidade já estiver com a sinalização novinha, outra equipe do Detran-GO irá até lá para desenvolver trabalhos de educação de trânsito. Só após essa etapa será dado início à fiscalização.

O Goiás Sinalizado prevê ainda a implantação de forma gradativa das ciclofaixas, que visam garantir a segurança para os ciclistas, criando uma alternativa para o trânsito dos centros urbanos. A expectativa é de que as implantações de faixas de pedestres e de ciclofaixas contribuam para mudar o comportamento do cidadão no trânsito, no sentido de prevenir acidentes de trânsito e, acima de tudo, salvar vidas.

Sinalização correta ajuda a prevenir acidentes, mas o que é mais efetivo é o respeito pelas leis de trânsito. Sexta-Feira (25/01/2013), aqui em frente os Correios da Vila Brasília 3 pessoas foram atropeladas na faixa de pedestre, uma delas com mais de 60 anos, infelizmente morreu.